BBC Brasil
11/12/2008 - 12h17

Brasil é exemplo de economia verde, diz Ban Ki-moon

ERIC BRÜCHER CAMARA
enviado especial da BBC Brasil a Poznan (Polônia)

Em seu discurso na abertura da fase ministerial do encontro da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre mudanças climáticas em Poznan, na Polônia, nesta quinta-feira, o secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon, citou o Brasil como um dos exemplos da "economia verde" que o resto do planeta precisa seguir.

"O Brasil construiu uma das economias mais verdes do mundo, criando milhões de empregos neste processo", disse.

Além do representante máximo da ONU, líderes de 61 países discursam no plenário, antes do início das negociações que vão encerrar o encontro deste ano, na sexta-feira.

Moon fez um apelo para que a crise econômica mundial não impeça avanços no combate ao problema.

"Sim, a crise é grave. Mas quando o assunto é mudança climática, as apostas são mais altas. A crise climática afeta o nosso potencial de prosperidade e a vida das pessoas, tanto agora quanto no futuro", disse Moon.

Guinada política

A crise econômica e os temores de uma recessão profunda e prolongada levaram a mudanças no discurso de países como a Alemanha, vista tradicionalmente como um dos mais ambiciosos na redução de emissões de gás carbônico (CO2).

Ao mesmo tempo em que os ministros se reúnem na Polônia, em Bruxelas os chefes de Estado da União Européia (UE) devem concluir suas propostas de políticas de energia e climática, e um dos pontos mais polêmicos são as metas de redução de emissões.

As decisões tomadas em Bruxelas devem ter um impacto direto sobre as negociações em Poznan, já que a liderança da UE é considerada fundamental, em um momento de crise econômica e em que os Estados Unidos estão à espera da posse do presidente eleito Barack Obama.

O próprio Ban Ki-moon, em seu discurso, ressaltou a importância da liderança americana e européia na fase que o mundo atravessa.

"O que precisamos agora é de liderança", afirmou o sul-coreano, lembrando que Obama prometeu em sua campanha priorizar o meio ambiente, o desenvolvimento limpo e as energias alternativas no seu governo.

A reunião da ONU sobre mudanças climáticas termina na sexta-feira e é considerada o meio do caminho para um acordo que substitua o Protocolo de Kyoto.

No encontro do ano passado, em Bali, líderes de quase 200 países aceitaram o ano de 2009 como prazo para fechar um novo tratado de redução de emissões.

Desde então, os países envolvidos apresentaram propostas para o acordo, que vêm sendo avaliadas na reunião da Polônia.

Comentários dos leitores
Miguel Nunes (7) 10/12/2009 13h02
Miguel Nunes (7) 10/12/2009 13h02
A psicopatia é definida, a grosso modo, como um estado mental doentio caracterizado por desvios que conduzem a comportamentos anti-sociais.Dos muitos dramas que circunscrevem nossa existencia neste período inter-séculos, há um que tem se destacado: a desesperança imobilizadora e conformista.Não são poucos os que, diante da brutal velocidade com que os fatos vão se alterando, perdem seus referenciais e mergulham, tbém céleres, na visão fatídica de que " as coisa são assim; o que se há de fazer?" Paulo Freire era portador de uma doença mental q nele , e em muitos, felizmente é incurável: Obsessão esperançosa pela liberdade coletiva, a partir do qual contaminou milhares e milhares de mulheres e homens mundo afora.Era,de fato,um comporatamento anti-social,por representar sempre a recusa a" normalidade"acatada como insuperável.E preciso ter a audácia de reinventar em conjunto o humano e,com ele,uma ética da rebeldia,uma ética q reafirme nossa possibilidade d dizer não e que valorize a inconformidade.Ser humano é ser junto.E necessário negar a afirmação liberticida de q "a minha liberdade acaba qdo começa a do outro;se algum humano não é livre,ninguém é livre.Paulo Freire não chegou como desejava ao século 21,no entanto,e por causa dele,o próximo século não chegará sem sua psicopatia amorosa.Repórter Fotografico e Ambientalista sem opinião
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Miguel Nunes (7) 09/12/2009 16h52
Miguel Nunes (7) 09/12/2009 16h52
Ao comentar como é possível combater a corrupção no país, através do comentário do Prof. da Unb, tenho a informar-lhes que quando estive na Unb, como Presidente da Executiva Nacional dos estudantes de Filosofia, detive-me a percorrer todos os cursos e secretarias, e falar com aqueles que estivessem dispostos é lógico, pois como sabemos dentro das Universidades Brasileiras, os problemas são escondidos, e ninguém gosta de falar, achando que vai ser colocado em um lugar escuro e com pouca iluminação.Eu os chamo de funcionários saltitantes, são uma minoria, mas contaminam muito o ambiente de trabalho.Em Brasília tive um dia inteiro conversando com um Decano da Unb.Dizia-me ele que quando estudante, enfrentou todo esse tipo de pessoas, contou-me absurdos, que pelo horário, prefiro não comentar.Perguntou-me se eu queria ver o que era desperdício de dinheiro Público, ao concordar, vi a felicidade em seu rosto, pois esses anos todos, ninguém dentro da Unb, o tinha procurado para ver tal problema, apesar de ele estar a vista de todos.Disse-me ele então a causa de tanto desperdício, os cabides de emprego em todos os níveis, do municipal ao federal.Para acabar com isso,segundo ele, só através de concursos, com pessoas realmente preparadas, e que tiveram que pingar muito suor em cima de apostilas.Uma das melhores entrevistas deste humilde reporter.Reporter Fotográfico e Ambientalista. sem opinião
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Miguel Nunes (7) 08/12/2009 13h42
Miguel Nunes (7) 08/12/2009 13h42
Ao ler o comentário da Sra Dilma, surpreende-me ao ver sua falta de informação sobre o clima no mundo, ou ela estaria omitindo informações.São Paulo, como sei por pessoas q moram lá a mais de 50 anos, tornou-se uma estufa a céu aberto, desmatamento, e colocação de gente em areas de risco para quem sabe uma possivel votação em eleições futuras, tem uma contribuição vital, para vitimar milhares de famílias no decorrer das décadas. Ela também se esqueceu q o governo do povo, não o deles como todos os politicos afirmam, não foi, e jamais será conivente com essa política atrasada em no mínimo 300 anos que eles vem fazendo o mesmo discurso dizendo q é para o progresso do povo.Certamente estamos vendo, quem progrediu até hoje foram os cidadãos conscientes, que lutam dia a dia, pagam altíssimos impostos, e certamente um dia verão seus desejos atendidos, e certamente pedidos por aqueles, que ao lutar cega e bravamente, foram um dia tidos como loucos.Segundo um Psicopata PAULO FREIRE, ir contra a maré, ou seja contra as normas pré estabelecidas, é a única forma de nunca ser derrotado.Baixar a cabeça e admitir o erro é fácil, o mais importante é levantá-la e brigar para q esse erro não se torne uma norma.Miguel Nunes/Repórter Fotográfico e Ambientalista sem opinião
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