Madoff usava "aura de exclusividade" para operar bilhões
ROBERT PLUMMER
da BBC News
O suposto megafraudador Bernard Madoff começou sua carreira aos 22 anos com apenas US$ 5 mil. Usando o capital levantado em férias de verão trabalhadas como salva-vidas e regador de jardins no distrito do Queens, em Nova York, ele criou em 1960 a empresa de investimento com seu nome.
Agora, depois de quase 50 anos de operações no mercado de Wall Street, sua reputação está em ruínas. Ele enfrenta a acusação de que todos os seus negócios não eram mais do que um esquema de US$ 50 bilhões para enganar investidores.
Agora que suas supostas vítimas questionam por que as autoridades americanas não checaram antes o que estava acontecendo, parece que a forma como Madoff operava foi decisiva para o seu sucesso.
Descrito como "afável" e "de alto nível, mas de uma forma discreta", o banqueiro se esforçou para manter sua aura de exclusividade.
Muitos de seus clientes mais ricos foram conquistados em conversas em clubes para abastados em Nova York ou na Flórida, e Madoff dava a eles uma sensação de pertencerem a um círculo privilegiado.
Ele usou esses grandes nomes para atrair outros investidores, até que sua influência passou a se estender a grandes bancos, fundos hedge e até mesmo organizações beneficentes.
"Paraíso" do dinheiro
Ninguém parece saber ao certo o que aconteceu com todo aquele dinheiro. Ouvido pela Promotoria Federal americana, Madoff teria dito que não tem "absolutamente nada".
Ainda não veio a público se ele gastou tudo, se guardou em algum lugar ou simplesmente perdeu o dinheiro.
"Parece que pelo menos US$ 15 bilhões, muitos dos quais estavam concentrados no sul da Flórida ou na cidade de Nova York, foram para 'o paraíso' do dinheiro", brincou Douglas Kass, da Seabreeze Partners Management, que gerencia fundos hedge.
As operações de Madoff, de fato, eram bem obscuras. Além de sua empresa original, a Bernard L. Madoff Investment Securities, ele dirigia uma empresa de assessoria financeira totalmente separada --e é essa empresa que está envolvida na suposta fraude.
Ele nunca revelou seus métodos de operação no mercado ou como ele gerava os lucros substanciais para os investidores que representava.
De alguma forma, em épocas boas ou ruins, ele era capaz de pagar 10% ou mais de rentabilidade todos os anos. "É uma estratégia do meu negócio. Não posso dar muitos detalhes", disse ele certa vez.
Os promotores agora acreditam que sabem muito bem qual era a "estratégia do negócio": usar dinheiro de novos investidores para pagar dividendos aos mais antigos, uma forma de operação financeira ilegal chamada de Esquema Ponzi.
Brechas regulatórias
Mas como essa situação não levantou antes a suspeita dos órgãos reguladores? A resposta envolve provavelmente uma combinação do prestígio pessoal de Madoff com sua exploração cuidadosa de certas brechas no sistema.
Como ex-presidente da Nasdaq, com uma coleção de outras diretorias no currículo, e generoso doador em causas beneficentes, Madoff era um homem que inspirava confiança.
Quanto aos reguladores, a Comissão de Valores Mobiliários (Securities Exchange Commission, ou SEC, o órgão americano que fiscaliza o mercado de capitais) regularmente fiscalizava a Bernard L. Madoff Investment Securities, mas não sua empresa separada de assessoria financeira.
Essa empresa gerenciava um fundo hedge que não estava registrado na SEC até setembro de 2006 --e, de acordo com relatos, nunca foi sujeito a inspeção depois disso.
Detalhes de investigações mais antigas da SEC sobre os negócios de Madoff estão agora sendo divulgados. Na semana passada, a SEC disse que as operações de Madoff com títulos foram investigadas em 2005 e na época concluiu-se que ele havia violado a regra que determina que os corretores obtenham a melhor cotação possível.
Uma segunda investigação da SEC, em 2007, aparentemente não descobriu qualquer irregularidade.
Sentença de prisão
Madoff teria dito a agentes do FBI (a polícia federal americana) que não há "explicação inocente" pelo colapso de seu esquema de investimento.
Muitos ricos parecem ter ficado arruinados com a suposta fraude, e instituições financeiras em todo o mundo estão avaliando seus prejuízos. Organizações de caridade também estão sendo obrigadas a fechar.
O acusado foi liberado após pagar uma fiança de US$ 10 milhões (cerca de R$ 24 milhões). Mas se as acusações ficarem provadas, ele pode ser condenado a até 20 anos de prisão e a uma multa de até US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 12 milhões).
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Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
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Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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