BBC Brasil
17/12/2008 - 09h22

Corte de juros no Japão não foi cura rápida para recessão

DUNCAN BARTLETT
da BBC, em Tóquio

O Fed (Federal Reserve Bank, o Banco Central americano) anunciou a redução da sua taxa básica de juros de 1% ao ano para entre zero e 0,25%, com o objetivo de ajudar o setor financeiro e impedir a deflação.

Razões semelhantes levaram o Banco do Japão a adotar uma política de taxa de juros zero no final da década de 90.

Economistas no resto do mundo olharam intrigados e preocupados quando o Japão baixou suas taxas. O banco central do país esperava que isso encorajaria as pessoas a economizar menos e a gastar mais.

A instituição acreditou ainda que seria bom para as empresas, que precisavam tomar dinheiro emprestado dos bancos.

Bancos cautelosos

Na verdade, estas metas foram alcançadas apenas parcialmente. O rendimento da poupança diminuiu mas as pessoas ainda estavam relutantes em gastar muito por causa de uma profunda preocupação com as perspectivas econômicas, então os preços das mercadorias no varejo continuaram a cair.

E os bancos se mantiveram cautelosos para emprestar dinheiro às empresas por causa da inadimplência que haviam enfrentado antes.

No final, não foram as taxas de juros baixas que tiraram o Japão de sua última recessão prolongada. A economia começou a crescer devido ao comércio exterior, particularmente com a China.

Agora o crescimento econômico da China está se tornando mais lento, e o Japão não pode depender do poder de compra de seu vizinho.

O governo japonês diz que sua prioridade é estimular a economia doméstica e o Banco do Japão, mais uma vez, está considerando se um novo corte de juros --de volta ao quase zero-- pode ajudá-lo a alcançar este objetivo.

Comentários dos leitores
Isaías Santana (32) 10/11/2009 17h00
Isaías Santana (32) 10/11/2009 17h00
É impressionante a maneira tosca com a qual algumas pessoas se reportam ao presidente. Queria muito saber em qual faculdade existe o curso de PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA? O Lula ñ foi o responsável por todos os êxitos, e c/ toda certeza as pessoas de bom senso tb percebem q algumas escolhas dele poderiam ser mais acertadas. Mas a verdade é q há muito ñ víamos alguém cair nessa balança e sair em saldo. O FHC até o primeiro mandato estava caminhando p/ isso, mas conseguiu fazer o país estagnar no segundo mandato. Há muito tempo não víamos o mundo (qdo digo o mundo, digo desde pessoas comuns de outros países até seus meios de comunicação nacional) olhar para o Brasil e acharem q sua administração coleciona acertos. Interessante lembrar q não faz muito tempo, alguns desses nem sabiam onde ficava o Brasil. Ao eloquente pessimista: permita-se conversar com alguém q está fora e pergunte a ele o q tem ouvido sobre o país, já q você ñ consegue abrir os olhos pra enxergar alguma diferença q seja. O pessimista atribui ao crescimento mundial o sucesso brasileiro desta década, se fosse assim teríamos uma África em crescimento e até vizinhos nossos esbanjando a mesma robustez brasileira. Queira acreditar no país e no rumo q ele está tomando! Ñ há como retroceder agora. Fazer vc perceber isso ñ tem nada a ver com o Lula, apenas com a sua própria postura diante do mundo. sem opinião
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Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h43
Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h43
Antonio Rodrigues, as escolas públicas do ensino básico são estaduais ou municipais e cabe ao governo federal apenas repassar as verbas da educação conforme manda a lei. A aplicação desses recursos transferidos pelo governo federal, são utilizados pelos governadores e prefeitos de nossas cidades conforme a vontade deles. O pior é que muitos governadores e prefeitos desviam recursos que lhes são repassados para a educação para outras finalidades, e com isso violam as leis. Há poucos dias a Folha publicou o montante dos recursos destinados a cada estado e o maior desvio dessa aplicação se deu no Rio Grande do Sul, ou seja, o que mais desviou esses recursos e em penúltimo lugar estava o Estado de Minas Gerais. Acontece também é que os alunos das escolas públicas de todo o Brasil participaram de um teste e os alunos das esolas públicas de São Paulo, de responsabilidade do estado e da prefeitura ficaram nos últimos lugares. A segurança pública também é de responsabilidade dos estados através de suas policias militar e civil. Acontece que também a Folha publicou dias atrás um comunicado da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo dizendo que a criminalidade apresentou um crescimento nos últimos 3 trimestres. Pesquise e analise se achar conveniente. 3 opiniões
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Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h25
Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h25
Isidório Silva, o governo não pode dar aumento em dólares. Nós aposentados recebemos em reais e esse governo, embora com pequenos aumentos reais acima da inflação, tem dado esses aumentos.
Muito pior foi o governo do Sr. Fernando Henrique que, além de não dar nenhum aumento ainda disse assim : ESSES APOSENTADOS SÃO TODOS UNS VAGABUNDOS. Pelo visto o senhor não sabia dessa frase do Sr. Fernando Henrique em Paris. Mas porque em Paris ? Porque talvez ele pensou que por estar longe do Brasil ninguém nem perceberia o que estava dizendo. Acontece que alguns repórteres estavam por ali e ouviram o que ele disse e publicaram em toda a imprensa brasileira. Espero ter esclarecido a dúvida do Sr. Isidório.
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