Cartaz de filme "ofensivo" é retirado de local da morte de Jean Charles
da BBC
O órgão regulador da propaganda no Reino Unido ordenou a retirada de um cartaz de filme da estação de metrô em que o brasileiro Jean Charles de Menezes foi morto por considerá-lo ofensivo e desrespeitoso.
O cartaz do filme "As Duas Faces da Lei", estrelado por Al Pacino e Robert De Niro traz a frase "There's nothing wrong with a little shooting as long as the right people get shot" ("Não há nada errado em um pequeno tiroteio, contanto que as pessoas certas sejam atingidas", em tradução livre).
Entenda o veredicto de inquérito sobre o caso Jean Charles
| AP |
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| O brasileiro Jean Charles de Menezes, 27, morto a tiros pela polícia em 2005. Cartaz ofensivo é retirado do local de sua morte |
A Advertising Standards Authority (ASA), órgão independente que regula a propaganda no país, afirmou que o anúncio "viola regras de decência" e de responsabilidade social.
"Nós sabemos que a escolha do local para exposição do pôster não foi intencional, no entanto, consideramos que o texto tinha o potencial de causar ofensa séria naquela localização", disse o parecer divulgado pela ASA.
A distribuidora de filmes Lions Gate, responsável pelo filme, retirou o cartaz logo depois de receber a reclamação do órgão. Mas o pôster permaneceu no local durante o inquérito que investigou a morte do brasileiro, concluído há uma semana.
O brasileiro Jean Charles de Menezes morreu com sete tiros na cabeça em julho de 2005 depois de ser confundido com um suposto terrorista pela polícia britânica.
Em resposta ao parecer da ASA, a Lions Gate afirmou que não houve "intenção de ofensa ou de sugerir que matar uma pessoa é moralmente aceitável".
"Nós consideramos que a maioria das pessoas entenderiam que o pôster reflete o conteúdo do filme e que a frase tinha a intenção de ter um humor irônico", disse a empresa em comunicado.
Além das objeções sobre a exposição do cartaz na estação de metrô de Stockwell, a ASA ainda recebeu outras seis reclamações de membros do público sobre o conteúdo do pôster.
Segundo o órgão, seis pessoas reclamaram que o cartaz glamouriza a violência e o uso de armas.
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