BBC Brasil
24/12/2008 - 08h45

Crise derruba preços dos imóveis em Londres; assista

ANDREA WELBAUM
da BBC Brasil, de Londres

Basta dar alguns passos pelas ruas de Londres para se deparar com uma placa de casa ou apartamento à venda ou para alugar.

De acordo com o diretor de pesquisas da agência imobiliária Savills, Lucian Cook, isso é reflexo da queda nas vendas, gerada pela incerteza econômica que acometeu a população desde o estouro da crise financeira, em setembro.

Assista ao vídeo sobre o mercado imobiliário londrino

Com isso, os preços dos imóveis vêm caindo e, segundo previsões da Savills, devem continuar perdendo valor até o fim de 2009.

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Queda nas vendas por crise internacional derruba preços dos imóveis em Londres
Queda nas vendas por crise internacional derruba preços dos imóveis em Londres

Uma típica casa com dois a três quartos em um bairro bom e central de Londres, como Islington, por exemplo, custava, em média, 480 mil libras (o equivalente a cerca R$ 1,7 milhão) em dezembro de 2007.

Por causa da turbulência dos últimos meses, os preços dos imóveis caíram cerca de 16% este ano, portanto, a mesma casa pode ser encontrada atualmente no mercado por cerca de 415 mil libras (cerca de R$ 1,5 milhão).

A desvalorização deve ser ainda maior nos imóveis mais caros, em bairros chiques como Kensington e Chelsea, que devem custar 30% menos no fim de 2009.

"Os empregados no sistema financeiro, que costumavam investir no mercado imobiliário, estão temerosos em perder o emprego e com a falta de bônus no fim do ano, portanto, eles saíram do mercado", diz Cook para explicar a queda na procura de propriedades caras.

Porém, o que mais tem espantado o comprador é a dificuldade em conseguir um financiamento.

"A falta de acesso a financiamento é, sem dúvida, o principal problema. Se antes você precisava pagar uma entrada de 10% do valor do imóvel, agora os bancos exigem um pagamento inicial entre 25% e 30%", afirmou Cook.

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Por causa da turbulência dos últimos meses, preços de imóveis caíram cerca de 16%
Por causa da turbulência dos últimos meses, preços de imóveis caíram cerca de 16%

Com isso, o sonho da casa própria ficou mais distante da maioria da população, que resolveu seguir pagando aluguel.

"Quem precisa mudar de casa agora está recorrendo ao mercado de aluguel e por causa do fracasso em vender muitas casas, elas acabam sendo alugadas, o que também está pressionando os preços dos aluguéis para baixo."

A Savills diz que a melhor época para comprar um imóvel é no fim de 2009, quando os preços devem estar em seu nível mais baixo.

"2010 deve ser um ano devagar, mas gradualmente, quando a crise for se abrandando e o mercado de financiamento voltar a ficar mais acessível, as pessoas vão conseguir comprar, o que vai permitir que o mercado se recupere em 2011", prevê Cook.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
A respeito de fusão e ou incorporação. São amplas as possibilidades de fusões associações, aquisições, incorporações. Ao mercado brasileiro, a as empresas brasileiras. È de se crer na ampliação dos horizontes empresariais, no Brasil e no mercado internacional, è parte da democracia e globalização...... È importante se pensar nas ampliação das possibilidades de se adotar novas tecnologias, novas formulações, novas visões, novos tratos para uso de produtos usuais do mercado e ou de novas gerações de itens. Exemplifico para o caso do cimento evolução na utilização de agregado, compostos basicos, quimicamente tem faltado dar mais atenção a pontos basicos adequar temperaturas e pequenos arranjos nas confeções. No setor de aço conjuagar produtos atuais do mercado e até novas composições, e ou formatos elaborativos, a exemplo da utilização de pricipios simples, agregando multiplas placas extruturadas. para novos sistemas contrutivos, e ou melhorias aos atuais. è de se prever a construção de predios, avioões, onibus, caminhões, trem,navios, pontes e ou viadutos, "principalmente para se evitar tragédias similar a ocorrida no rodo anel de SP".... nova visão para arquitetura, designer noderno, eficiente, ágil, econômicamente viaveis, e ou industrialmente. e ou a nivel de execução. O fundamental é estar ocorrendo mudança na maneira de se pensar, e avontade de tentar novos processos, bom sinal para o Brasil suas empresas e trabalhadores. sem opinião
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Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Ogrande endividamento público dos países ricos durante a crise é um risco ao crescimento econômico sustentável. Assim como no Brasil, que se endividou muito nos anos 90, perdeu sua capacidade de crescimento e se enfiou em sucessivas crises.
Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
sem opinião
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augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
Ano 2010 está chegando, com uma euforia nunca vista aqui no Brasil. Tudo indica um ano fabulosos em todos os aspectos e para todos. Há duas noticias no Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde de hoje que recomendam cautela. Vejam:
O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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