China vai permitir transações em yuan com vizinhos
da BBC Brasil
O governo chinês anunciou nesta quinta-feira um projeto piloto que irá permitir que algumas transações financeiras com países vizinhos sejam feitas em yuan, a moeda chinesa.
Até o momento, a maioria do comércio internacional da China é feito em dólares americanos ou em euro, o que deixa os exportadores vulneráveis às flutuações de câmbio.
O projeto piloto foi anunciado como parte de um pacote de medidas desenvolvidas para ajudar os exportadores afetados pela crise financeira global.
O projeto elimina a necessidade de que, em uma transação, uma das duas partes precise recorrer ao mercado de câmbio para completar o negócio, caso o yuan esteja disponível.
As autoridades não confirmaram quando o projeto entrará em vigor.
O esquema deverá favorecer negócios entre partes do leste chinês (Guangdong e o delta do rio Yangtze), entre os territórios de Hong Kong e Macau e no sudoeste chinês, além do grupo de nações do Sudeste Asiático (Brunei, Mianmar, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Filipinas, Singapura, Taiwan e Vietnã).
Em entrevista à imprensa chinesa, alguns analistas afirmam que o yuan já está sendo usado em alguns países do sudeste asiático e que a China estava satisfeita com a expansão do uso da moeda.
A nova medida segue um anúncio de Pequim feito no início do mês sobre uma diretiva de 30 itens que visa "apoiar o desenvolvimento dos negócios em yuan em Hong Kong" e expandir o uso da moeda para transações entre países vizinhos.
Crise
Um documento divulgado na quarta-feira, após um encontro do Conselho Estatal Chinês, anunciou ainda outras medidas para lidar com a crise que visam estimular o consumo doméstico.
Entre elas está o subsídio aos moradores de áreas rurais para compra de aparelhos domésticos e outros produtos, além da construção de novas lojas e centros de distribuição nessas localidades. O documento pede ainda renovação de feiras de rua e mercados de objetos usados e apoio às pequenas e médias empresas.
Em entrevista à agência chinesa Xinhua, analistas afirmam que as idéias do governo, apesar de vagas, indicam a crescente preocupação dos legisladores chineses sobre o impacto da crise global no país.
A economia chinesa é impulsionada pelas exportações e cresceu de maneira significativa nos últimos dois anos.
Em novembro, entretanto, dados oficiais registraram uma queda de 2,2% nas exportações --a primeira redução em sete anos.
Leia mais
- Diante da crise, governo da China quer favorecer comércio e consumo
- mpacto da crise mundial se faz sentir em toda a China, diz governo
- China recorre à OMC contra as tarifas dos EUA a pneus
- Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Leia mais
- Mantega considera intolerável alta de "spread" bancário
- Líder católico britânico diz que crise destruiu confiança da sociedade
- Produção de veículos no Japão tem maior queda em quatro décadas
- Participação do Japão no PIB global em 2007 é a menor em 28 anos
Especial
- Leia o que já foi publicado sobre a economia chinesa
- 10 questões para entender o tremor na economia
- Leia a cobertura completa da crise financeira global
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria


avalie fechar
avalie fechar
avalie fechar