Veja a cronologia dos 50 anos da Revolução Cubana
da BBC
Cuba festeja nesta quinta-feira o 50º aniversário de sua revolução, com o líder Fidel Castro afastado do poder, em confronto com Washington e numa sombria situação econômica que levou o presidente Raúl Castro a moderar as ânsias da população pelas mudanças prometidas.
Veja os principais fatos destes 50 anos de Revolução:
1959
01º janeiro
Fulgencio Batista renunciou ao cargo de presidente de Cuba e fugiu do país quando guerrilheiros revolucionários, liderados por Fidel Castro, entraram na cidade de Santiago de Cuba.
Enquanto uma coluna do Exército 26 de Julho de Fidel Castro entrou no porto da cidade, um outro grupo de rebeldes tomou a capital, Havana, levando o general Batista a fugir às 3 horas da manhã para Ciudad Trujillo, na República Dominicana.
A revolução foi forjada a partir da Sierra Maestra. Depois de perder o apoio do governo dos EUA, o governo de Batista ficou em situação frágil quando a ofensiva contra os rebeldes em meados de julho fracassou. O general Batista havia liderado dois golpes. No segundo, em 1952, ele tomou o lugar do presidente eleito Carlos Prío.
16 de fevereiro
O líder revolucionário Fidel Castro tornou-se o mais jovem premiê da história de Cuba, assumindo o cargo aos 32 anos. O Exército 26 de Julho assumiu o controle do país no dia 1º de janeiro, após a fuga do presidente Fulgencio Batista.
Fidel sucedeu a José Miró Córdoba, que assumira o cargo no dia 5 de janeiro, mas renunciou dias depois sem explicação, juntamente com todo o gabinete. "Nós temos grandes planos", disse Fidel Castro. "Sofremos quando não conseguimos colocá-los [os planos] em prática rapidamente, mas preparativos técnicos levam tempo."
15 de abril
Fidel Castro visita os EUA, numa viagem marcada por tensões com o governo americano, preocupado com sua retórica antiamericana. Apesar de a Casa Branca ter reconhecido formalmente o novo regime cubano seis dias após Fidel ter tomado o poder, o presidente Dwight D. Eisenhower não encontrou Fidel durante sua visita, devido principalmente a tensões causadas pela decisão cubana de nacionalizar fábricas e propriedades agrárias controladas por americanos.
Os EUA romperam relações diplomáticas com Cuba em janeiro de 1961.
1960
05 de julho
O governo anunciou que todas as empresas americanas em Cuba seriam nacionalizadas sem indenização. A ordem foi um dos primeiros passos na guerra econômica já em andamento entre os dois países, e ocorreu depois que os EUA reduziram a cota de importação de açúcar em 700 mil toneladas. Cuba se aproxima da União Soviética, a quem vende milhões de toneladas de açúcar
O clima era de tensão desde que Fidel Castro sancionou a primeira Lei de Reforma Agrária, que permitiu a expropriação de latifúndios por um preço considerado inadequado pelas proprietárias, as empresas americanas.
1961
17 de abril
Um exército de contrarrevolucionários invadiu a ilha com o objetivo de destruir o líder do país, Fidel Castro. A força, com cerca de 1,4 mil exilados cubanos, desembarcou na Baía dos Porcos, com apoio de forças aéreas e navais dos EUA. Miró Cardona, líder do movimento, disse que havia começado a batalha "para liberar nossa pátria do regime despótico de Fidel Castro".
Fidel liderou, ele próprio, a operação para repelir a invasão, dizendo em um discurso na rádio cubana que "os gloriosos soldados do Exército revolucionário e da milícia nacional estão lutando contra o inimigo em todos os pontos onde ele desembarcar".
19 de abril
A invasão da Baía dos Porcos terminou depois que os exilados cubanos que tentaram derrubar o governo de Fidel Castro foram capturados. Os contrarrevolucionários apoiados pelos EUA tinham a intenção de penetrar na ilha e unir os cubanos em torno de sua causa. Mas o apoio não veio, e a Brigada 2506 ficou atolada em um pântano na Baía dos Porcos.
Um grupo anticastrista invadiu a costa com o apoio dos EUA. Um total de 104 membros da Brigada 2506 foram mortos e 1.189 foram capturados.
01º de maio
O primeiro-ministro de Cuba, Fidel Castro, proibiu eleições no país depois de declarar a ilha uma "nação socialista". Discursando em um desfile de 1º de Maio em Havana, Fidel disse que "a revolução não tem tempo para eleições". "Não há governo mais democrático na América Latina do que o governo revolucionário", acrescentou ele.
De acordo com o correspondente da BBC Erik de Mauny, a revolução de Fidel Castro parecia então ser popular entre os agricultores, mas não entre as classes mais abonadas que tiveram suas terras e propriedades confiscadas.
04 de setembro
Os EUA aprovaram uma lei autorizando o presidente Kennedy a impor um "embargo comercial total" contra Cuba. A Lei de Ajuda Externa proibiu qualquer auxílio à ilha.
Um embargo parcial já havia sido imposto pelo presidente Eisenhower em 1960, mas excluía alimentos e remédios.
1962
22 de outubro
Após a descoberta de mísseis soviéticos em Cuba, o presidente Kennedy fez um pronunciamento na TV declarando um bloqueio naval contra Cuba e ameaçando: "É política desta nação considerar qualquer lançamento de míssil nuclear contra qualquer nação do Hemisfério Ocidental um ataque contra os Estados Unidos, exigindo uma resposta retaliatória completa à União Soviética."
Analistas disseram que o mundo estava à beira da guerra nuclear. Kennedy dá ultimato a Moscou para a retirada dos mísseis em Cuba.
28 de outubro
O líder russo Nikita Khrushchev concordou em desmobilizar todos os mísseis russos colocados em Cuba, pondo fim à ameaça iminente de guerra nuclear. O anúncio foi feito em uma mensagem pública ao presidente americano John F. Kennedy na Rádio Moscou.
Em resposta, Kennedy disse que a decisão era "uma importante contribuição à paz" e prometeu que os EUA não invadiriam Cuba. O clima era de tensão desde que um avião de reconhecimento U2 havia revelado a existência de vários mísseis na ilha no dia 14 de outubro.
24 de dezembro
O último dos mais de mil prisioneiros da invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, foi enviado para os EUA antes do Natal. O governo concordou em receber uma recompensa de US$ 53 milhões em alimentos e suprimentos médicos, doada por empresas de várias partes dos EUA, como condição para a libertação dos exilados cubanos.
O transporte por via aérea dos prisioneiros começou no dia 23, quando os primeiros 107 homens embarcaram em um DC-6 da Pan American World Airways em uma base militar perto de Havana.
Uma multidão de 10 mil exilados cubanos nos EUA receberam os 1.113 homens libertados por Cuba no Dinner Key Auditorium, no subúrbio de Miami.
1967
09 de outubro
Surgiram notícias de que o líder revolucionário marxista Ernesto Che Guevara fora morto durante uma batalha entre soldados do Exército e guerrilheiros na selva boliviana.
Uma declaração emitida pelo comandante da 8ª Divisão do Exército Boliviano, coronel Joaquín Zenteno Anaya, anunciava que o líder guerrilheiro de 39 anos havia sido morto a tiros perto do vilarejo de Higueras, no sudeste do país. Che acabou deixando Cuba para atuar no Congo e na Bolívia
Guevara era um ex-braço direito do premiê cubano Fidel Castro, mas desaparecera em 1965 e seu paradeiro vinha sendo muito debatido desde então. Um exame necrológico no corpo de Che Guevara, realizado dois dias após sua morte, sugeriu que ele não foi morto num tiroteio, mas capturado e executado um dia depois.
1975
04 de novembro
Começou um envio maciço de tropas cubanas para Angola, uma semana antes da data marcada pelos nacionalistas para declarar a independência do país.
As tropas apóiam o Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA), que vinha lutando pela independência de Portugal desde 1961. As forças cubanas se confrontariam, em Angola, com as tropas da África do Sul, que apoiavam as forças da Unita.
Angola era o mais novo front das várias guerras "indiretas" entre a União Soviética, que entrou com as forças cubanas, e o Ocidente, que apoiava a Unita.
1976
27 de março
Forças sul-africanas retiram-se de Angola, no que foi visto como uma vitória da presença militar cubana no país. As tropas cubanas tinham sido enviadas a Angola antes da independência do país, em novembro do ano anterior, e vinham lutando contra tropas sul-africanas que apoiavam as forças rebeldes da Unita.
As forças cubanas apoiavam o comunista Movimento Pela Libertação de Angola (MPLA), e receberam apoio da União Soviética.
02 de dezembro
Castro se tornou presidente de Cuba depois de mudanças na Constituição do país. Ele vinha ocupando o cargo de primeiro-ministro desde 1959, após a vitória da revolução cubana e da fuga de Fulgencio Batista.
As mudanças constitucionais tinham o objetivo de institucionalizar a revolução e fazer de Fidel Castro presidente do Conselho de Estado e Conselho de Ministros. A Constituição foi aprovada por um referendo nacional no dia 15 de fevereiro deste ano.
1980
31 de outubro
O êxodo em massa de cubanos para os EUA, conhecido como "Fuga de Mariel", teve fim depois de um acordo entre os dois países. Os cubanos começaram a seguir para os EUA no dia 15 de abril, quando, depois de uma desaceleração da economia do país, o governo anunciou que quem quisesse poderia partir.
Um total de 125 mil migrantes havia deixado o porto de Mariel, em Cuba, para fazer a travessia para a Flórida. Mas o êxodo se mostrou um problema para o presidente americano Jimmy Carter, depois que foi descoberto que vários dos exilados eram ex-prisioneiros ou pessoas com problemas mentais.
1983
25 de outubro
Forças invasoras americanas entraram em choque com soldados cubanos na ilha caribenha de Granada. O embargo dos EUA e a desintegração da União Soviética abalaram a economia cubana.
Uma coalizão dos EUA e forças regionais entrou em Granada depois de uma luta de poder na ilha que se seguiu ao assassinato do primeiro-ministro Maurice Bishop seis dias antes. Bishop desenvolvera laços estreitos com Cuba desde que chegara ao poder na revolução de Granada, em 1979.
A invasão foi considerada pelas Nações Unidas como "uma violação flagrante das leis internacionais" por 122 votos a nove.
1989
17 de setembro
Os últimos soldados cubanos que haviam entrado na Etiópia em 1977, como parte da Guerra de Ogaden, deixam o país. Cerca de 15 mil soldados cubanos tomaram parte inicialmente no conflito na conturbada região do leste da África durante uma de várias guerras indiretas entre as potências.
Cuba apoiou os etíopes contra a Somália em uma batalha pelo deserto de Ogaden. Cerca de 400 cubanos morreram durante o conflito inicial, que durou até 1978 --embora vários dos soldados tenham permanecido no país até a década de 80.
1993
06 de novembro
O governo cubano anunciou que as estatais cubanas seriam abertas ao investimento privado. A perestroika de Gorbachov marcou o início do distanciamento entre Rússia e Cuba. A iniciativa tinha o objetivo de estimular a economia de Cuba, gravemente afetada pela dissolução de seu principal parceiro comercial, a União Soviética, em 1991.
Com o fim da União Soviética, Cuba permanece como um dos poucos países comunistas do mundo, ao lado de Coreia do Norte e Vietnã. Os EUA mantém um embargo comercial com Cuba desde que Fidel Castro ordenou a nacionalização de todas as sua indústrias na ilha em 1961.
1996
12 de março
O Congresso dos EUA aprovou lei reforçando o embargo comercial do país a Cuba. A Lei Helms-Burton ampliou a medida, tornando passíveis de processo empresas estrangeiras que tenham relações comerciais com Cuba. A lei tinha o objetivo de trazer "uma transição pacífica para uma democracia representativa e uma economia de mercado em Cuba".
A proposta não foi aprovada originalmente quando foi apresentada no Congresso em 1995, mas foi reapresentada depois que caças cubanos derrubaram dois aviões privados operados por um grupo anticastrista no mês anterior.
1998
21 de janeiro
O papa João Paulo 2º pediu reformas e a libertação de presos políticos em Cuba, ao mesmo tempo em que condenou tentativas dos EUA de isolar o país. Em pronunciamento na capital, Havana, o papa disse que a liberdade de consciência é "a base e o fundamento de todos os direitos humanos".
Um Estado moderno não pode tornar o ateísmo ou a religião um de seus ordenamentos políticos", acrescentou. João Paulo 2º foi o primeiro pontífice a visitar a ilha caribenha comunista. O presidente Fidel Castro, que estudou em um colégio jesuíta, declarou Cuba um Estado ateu depois que assumiu o poder em 1959.
1999
27 de novembro
Um menino cubano e dois adultos que sobreviveram ao naufrágio de um barco que seguia para os EUA foram resgatados perto do litoral da Flórida. A Guarda Costeira encontrou também os corpos de outros sete passageiros que se afogaram, inclusive o da mãe do garoto.
O menino, Elián González, foi resgatado por um pescador a cerca de 3 quilômetros da costa de Fort Lauderdale. O caso Elián mobilizou os exilados cubanos em Miami
07 de dezembro
Os cubanos realizaram protestos diante da embaixada dos EUA em Havana, exigindo a volta de Elián González, de seis anos. Ele havia sobrevivido ao naufrágio em que sua mãe morreu, na costa da Flórida. Cubanos munidos de faixas gritavam palavras de ordem antiamericanas; e o presidente cubano, Fidel Castro, acusou os EUA de "sequestrarem" o menino. Os colegas de classe de Elián também estavam na manifestação realizada na capital cubana.
2000
22 de abril
Agentes federais dos EUA tomaram o menino de parentes depois de uma batida na casa deles em Miami nas primeiras horas da manhã. Cerca de 25 agentes derrubaram a porta da casa e saíram do imóvel com Elián enrolado em um cobertor.
O menino foi colocado em um veículo e levado do local em meio a cenas caóticas. Elián foi colocado em um avião e levado para a base da Força Aérea de Andrews, no subúrbio de Washington, onde viu seu pai pela primeira vez em cinco meses.
14 de dezembro
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, visitou Cuba, onde assinou um acordo para estimular o comércio bilateral. Durante esta primeira visita de um líder russo desde a desintegração da União Soviética, Putin disse que vinha examinando formas de perdoar a dívida cubana de US$ 11 bilhões.
O comércio da Rússia com Cuba diminuiu acentuadamente desde 1991, chegando agora a US$ 1 bilhão por ano, em comparação aos US$ 3,6 bilhões no último ano de existência da União Soviética.
Mas Putin disse que há questões que ainda precisam ser resolvidas com Cuba, como o pagamento da dívida cubana para com Moscou.
2002
06 de maio
Cuba foi incluída na lista de países do "Eixo do Mal" dos EUA e acusada de procurar desenvolver armas biológicas. Sob Hugo Chávez, a Venezuela se tornou aliada de Cuba
O subsecretário de Estado americano, John Bolton, colocou a ilha ao lado de Líbia e Síria em uma nova lista de países considerados "Estados que patrocinam terrorismo". Os três estão "buscando armas de destruição em massa", disse Bolton.
O "Eixo do Mal" original, identificado pelo presidente americano, George W.Bush depois dos ataques de 11 de setembro, era formado por Coreia do Norte, Iraque e Irã.
12 de maio
O ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter, chegou a Cuba para uma visita de seis dias que tem o objetivo de ajudar a aproximar os dois vizinhos, que brigam há mais de 40 anos. O governo cubano não está realmente interessado em ter relações normais com o governo dos EUA.
Carter foi recebido no aeroporto por Fidel Castro e conversou com políticos e dissidentes antes de um pronunciamento na TV. O ex-presidente foi o político americano que ocupou cargo mais elevado a visitar Cuba desde que Fidel Castro subiu ao poder há 43 anos.
Depois que deixou o cargo em 1981, Carter criou uma organização pela causa da paz e o entendimento entre os povos.
2006
01º de agosto
O veterano líder cubano, Fidel Castro, passou o poder temporariamente a seu irmão, Raúl, por causa de uma doença. Uma nota escrita pelo presidente e lida na TV por seu secretário pessoal, dizia que Fidel Castro tinha se submetido a uma cirurgia para estancar uma hemorragia interna.
O líder cubano, que completara 80 anos, disse que uma agenda muito cheia nas últimas semanas afetara sua saúde. Esta foi a primeira vez que Fidel Castro abriu mão de algum de seus poderes desde que assumiu o governo, em 1959.
04 de agosto
O presidente dos EUA, George W. Bush pediu aos cubanos que trabalhassem por uma transição democrática em suas primeiras declarações desde que Fidel Castro passou por uma cirurgia no estômago.
Bush prometeu apoio de Washington aos cubanos que procurarem "construir um governo de transição em Cuba comprometido com a democracia". Desde que Fidel Castro passara o poder a seu irmão, Raúl, três dias antes, nenhuma imagem de nenhum dos dois foi divulgada.
Os meios de comunicação cubanos destacaram que as Forças Armadas estavam preparadas para qualquer ataque ao sistema comunista.
2007
11 de agosto
Um conhecido dissidente cubano foi libertado depois de quase 15 anos na prisão por revelar segredos da segurança do Estado. Francisco Chaviano, um ex-professor, foi condenado em 1995 e recebeu liberdade condicional.
A Comissão Cubana para os Direitos Humanos e a Reconciliação Nacional, que é independente, disse que ele era o prisioneiro político preso há mais tempo no país. Chaviano foi um dos principais dissidentes e ativistas pelos direitos humanos de Cuba em meados da década de 90. Em 2006, a Anistia Internacional havia dito que o julgamento militar a que ele havia sido submetido não atendia aos padrões internacionais.
2008
19 de fevereiro
O debilitado líder cubano, Fidel Castro, anunciou que não aceitaria outro mandato como presidente, encerrando seus 49 anos no poder. O líder passou o governo temporariamente a seu irmão, Raúl, em julho de 2006, quando foi operado, e não foi visto em público desde então.
O novo Parlamento de Cuba se reuniria em seguida para eleger um novo presidente. Washington pediu a Cuba que realize eleições livres, e disse que seu embargo que já dura décadas deve continuar em vigor.
25 de fevereiro
Raúl Castro foi indicado por unanimidade sucessor de seu irmão, Fidel, como líder de Cuba, pela Assembleia Nacional. Raúl, na verdade, vinha sendo presidente desde que Fidel foi operado em julho de 2006. Acredita-se que Raúl foi o único nome em uma votação vista como uma formalidade.
Em discurso à nação depois da votação a portas fechadas, Raúl Castro disse que o governo cubano iria continuar a consultar Fidel, 81, sobre as grandes decisões de Estado uma iniciativa apoiada pelos integrantes da Assembleia Nacional.
"O comandante-em-chefe da Revolução Cubana é único, Fidel é Fidel, como todos bem sabemos, ele é insubstituível", disse Raúl Castro.
25 de dezembro
O presidente de Cuba, Raúl Castro, teve um encontro com o líder venezuelano Hugo Chávez em sua primeira viagem ao exterior depois que assumiu o poder, substituindo Fidel Castro. Os dois líderes assinaram uma série de acordos nas áreas comercial e de energia.
O encontro ocorreu poucas semanas antes do 50º aniversário da Revolução Cubana, e Chávez disse que a viagem teve a "mesma importância" que a primeira viagem internacional de Fidel, também à Venezuela, em 1959. Na visita de Raúl, também foram anunciados mais de 300 projetos conjuntos nas áreas de saúde, educação, cultura e esporte.
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