BBC Brasil
01/01/2009 - 19h37

Chávez restringe acesso a dólares para venezuelanos

WILL GRANT
da BBC, na Venezuela

O governo venezuelano anunciou um corte na quantidade de dólares americanos que os cidadãos podem comprar para usar no exterior. A nova regra entrou em vigor nesta quinta-feira.

A medida, que visa frear os efeitos da crise financeira e da queda do preço do petróleo no país, é a primeira de uma série de anúncios econômicos previstos para o início de 2009.

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Desde 2003, o governo impõe um rígido controle sobre a quantidade de moeda estrangeira que os cidadãos podem gastar fora do país.

A nova medida corta pela metade a cota anual de dólares que os venezuelanos podem comprar, que passa de US$ 5 mil para US$ 2,5 mil.

Isto significa que qualquer venezuelano que viaje para fora do país só pode contar com US$ 2,5 mil em seus cartões de crédito e mais US$ 500 em espécie.

Mercado negro

A medida, que procura evitar que os dólares obtidos com a exportação de petróleo saiam do país, pode ter como conseqüência um aumento do mercado negro, onde se pratica um preço muito superior à taxa fixa de 2,15 bolívares fortes por dólar.

Líder de uma economia fortemente dependente do preço do petróleo, Chávez já afirmou que os programas sociais serão mantidos mesmo com a queda no preço do combustível.

A oposição, no entanto, afirma que o presidente terá que tomar medidas drásticas caso o preço não se recupere. Entre elas estaria um corte nos gastos públicos, incluindo grandes projetos de infra-estrutura, e até mesmo a desvalorização da moeda.

O governo venezuelano também anunciou planos para dobrar a produção em setores como o de ouro, aço e cimento, para tentar reduzir a dependência econômica do petróleo.

Comentários dos leitores
Eduardo Carvalho (27) 02/12/2009 08h19
Eduardo Carvalho (27) 02/12/2009 08h19
É até engraçado ver o Lula dizer que vai realizar reunião para resolução das dferenças entre colômbia e Venezuela... quem é Lula senão o governante que deixa que outros cantem de galo sobre seu país, que deixa que refinarias da Petrobrás sejam tomadas de assalto por forças armadas de países infinitamente mais fracos que o nosso... fala sério... em uma "reunião" destas, ganharia que falasse mais alto, e adivinhem quem seria?!? Está cada dia mais complicado ver as atitudes de nosso governante, que desde o cmeço do mandato só se alia a gente corrupta. Tá muito difícil aguentar o Chavez mandando na gente... e olha que ele ainda nem tá conseguindo morder... apenas ladrar. Imaginem quando ele tiver força militar suficiente para começar alguma bagunça de verdade nest circo populista em que se transformou a América do Sul? 1 opinião
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J. R. (1183) 02/12/2009 05h13
J. R. (1183) 02/12/2009 05h13
Iniciativas pela construção da paz tem que ser apoiadas, mesmo que desafiem a supremacia estadunidense, que muitos "se derretem" quando se fala dela. Um dia seremos "todos brasileiros", quando os que se sentem americanos seguirem seu caminho para a 'terra prometida'. sem opinião
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Alcides Emanuelli (1955) 01/12/2009 23h09
Alcides Emanuelli (1955) 01/12/2009 23h09
Como é dificil de entender que o assistêncialismo, fosse ser transformado em uma milicia que defende o Poder, com todas as formas possiveis que pode ter.
O Assistêncialismo financeiro faz das pessoas que querem o Ocio em vez da dignidade de trabalharem, se contraporem a todos os direitos legitimos de igualdade em oportunidades.
Tudo esta ao inverso, e o uso de estruturas financeiras nas classes miseraiveis usando do sensacionalismo para fazer da população mais pobre massa de manobra, se transforma em uma grande milicia, que faz da violência do uso de drogas, seu trabalho, e em uma vida miseravel, faz a destruição de uma sociedade.
Governantes de regimes totalitários que usam desses artificios, são cegos não estão vendo a destruição social, isso está ocorrendo nas Americas latinas, somos latinos Americanos sem dinheiro no bolso, mas queremos derrubar aramados e ver nossa America livres de qualquer preconceito.
Livres de muros, que nos separam, muros que tambem separam a sociedade entre pobres e ricos, os preconceitos que nossos politicos não veem.
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Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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