BBC Brasil
12/01/2009 - 17h43

Para Amorim, EUA "sentem pressão" do conflito em Gaza

da BBC Brasil

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, disse nesta segunda-feira, em Ramallah, na Cisjordânia, que os Estados Unidos "já estão sentindo a pressão" da comunidade internacional no conflito entre Israel e o grupo islâmico palestino Hamas.

Segundo o chanceler, prova disso está no fato de os Estados Unidos não terem usado seu poder veto à resolução do Conselho de Segurança da ONU, que, na semana passada, aprovou um pedido de cessar-fogo imediato nas hostilidades.

"Não é trivial que eles tenham se abstido. Não votaram a favor, mas também não vetaram. E se eles se abstiveram, é porque estão começando a sentir a pressão da opinião pública para que esses ataques cessem imediatamente", disse Amorim.

O chanceler brasileiro informou ainda que vai incluir mais um país em seu roteiro de viagens pelo Oriente Médio: nesta terça-feira ele segue para o Cairo, onde pretende se encontrar com o presidente egípcio, Hosni Mubarak. O Egito faz parte do grupo de países que vem intermediando um acordo de paz.

"Existe uma iniciativa do Egito que deve ser apoiada. Agora, se outros países devem ser trazidos também, para ajudar na concretização das condições, é algo que também precisa ser examinado", disse Amorim.

Conferência

Desde domingo, o ministro já esteve na Síria, em Israel e na Cisjordânia. Ainda nesta segunda-feira ele segue para a Jordânia, de onde acompanha a saída de 14 toneladas de alimentos e remédios doados pelo governo brasileiro à faixa de Gaza.

Uma das missões do ministro é apresentar às autoridades da região a ideia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de criar uma conferência para discutir a paz na região, com a presença "de quem se interessar".

De acordo Amorim, a prioridade dos interlocutores com quem tem conversado é de garantir que a resolução da ONU seja implementada. "A partir daí, pensaríamos numa conferencia ou numa cúpula", diz.

A ideia do presidente Lula que vem sendo defendida por Amorim é de que esse encontro diplomático seja realizado, mesmo que a resolução não seja adotada.

"Se não for possível implementar a resolução, também seria importante uma conferência. É muito grave que você tenha uma resolução do Conselho que não seja implementada. Essa foi nossa mensagem", disse o ministro.

Amorim também definiu sua viagem ao Oriente Médio como "um sinal de solidariedade ao povo palestino, que é quem mais está sofrendo".

Comentários dos leitores
simeao brandao (1) 12/11/2009 00h29
simeao brandao (1) 12/11/2009 00h29
ja que o abbas nao quer disputar a reeleicao do ninho de cobras, la do oriente medio, sugiro, que na vinda dele para o Brasil, seja ele eleito presidente da faixa de foz ou da fozjordania, na regiao da triplice fronteira onde vivem centenas de milhares de palestinos que mandam religiosamente dinheiro para o hamas e o hizbollah e que permitiram o treino e a infiltracao de terroristas arabes para explodirem a federacao judaica argentina, em 1994, matando 200 judeus , civis argentinos indefesos. este pessoal tambem recebeu um ilustre visitante, em 1996, um tal de osama....., osama bin laden!!!!!! sem opinião
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alexandre bakunin (68) 11/11/2009 21h49
alexandre bakunin (68) 11/11/2009 21h49
Prezados colegas,
Será que há espaço para um anarco-capitalista aqui neste espaço ?
Pensamento do dia:
Pense grande; ou você já ouviu falar de Alexandre, o médio.
sem opinião
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claudia kabus (243) 11/11/2009 20h43
claudia kabus (243) 11/11/2009 20h43
é ineteressante ver a cara de felicidade do 4dedos junto do presidente do irã e de chavez, e a que ele fez na foto com o presidente de Israel. o apagão foi um belo castigo. o mal por si se destrói. sem opinião
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