BBC Brasil
13/01/2009 - 17h01

Hillary propõe retomar "parceria" com América Latina

BRUNO GARCEZ
da BBC Brasil, em Washington

A senadora indicada ao cargo de secretária de Estado americana, Hillary Clinton, propôs retomar uma política de "vigoroso envolvimento e mesmo de parceria com a América Latina" ao assumir a nova função.

Hillary fez o comentário durante uma sabatina na Comissão de Relações Exteriores do Senado americano, que ainda deve confirmar o nome da senadora como chefe da política externa do governo do presidente eleito Barack Obama, que assume o cargo no próximo dia 20.

Durante a sabatina Hillary afirmou que os americanos compartilham interesses políticos, econômicos e estratégicos com os "amigos ao sul" e muitos também compartilham "laços ancestrais e culturais" com os países da região.

A senadora disse ainda que há uma série de temas com os quais os Estados Unidos pretendem atuar conjuntamente com os países da região durante a Cúpula das Américas, que será realizada em abril em Trinidad e Tobago.

Entre eles, Hillary citou especificamente "o pedido do presidente (Obama) por uma nova parceria na área de energia em torno do compartilhamento de tecnologias e novos investimentos em energias renováveis".

México

A senadora citou o encontro da última terça-feira entre o presidente eleito americano e o seu colega mexicano, Felipe Calderón, como exemplo do relacionamento que busca para a região, de uma "parceria mais profunda".

No caso específico do México, Hillary acrescentou que essa parceria é vital para que os americanos possam coibir os desafios representados pelas atividades de quadrilhas de narcotraficantes mexicanos e assegurar a segurança nas fronteiras dos Estados Unidos.

Apesar dos "afagos" destinados aos países latino-americanos, os países da região estiveram longe de ser o principal tema da senadora durante a audiência.

Boa parte de seus comentários introdutórios e de suas respostas às perguntas dos senadores estiveram ligados a temas relativos à segurança dos Estados Unidos e sobre possíveis novos caminhos que o futuro governo de Obama pretende oferecer em temas de política externa.

Estilos

Hillary procurou contrapor o estilo de Obama com o suposto isolacionismo assumido pelo governo do presidente George W. Bush.

"Temos que construir um mundo com mais parceiros e menos adversários", afirmou. "Os Estados Unidos não podem resolver seus problemas sozinhos, e o mundo não pode resolver os seus sem os Estados Unidos."

Assim como havia feito durante a disputa democrata para obter a indicação presidencial, quando travou uma acirrada disputa com Obama, Hillary voltou a dizer que nenhuma opção deve ser descartada ao lidar com as ambições nucleares do Irã, mas acrescentou que é preciso estabelecer "um posicionamento novo, diferente" em relação ao adversário.

A senadora, que se firmou como uma forte defensora de Israel durante os oito anos de sua gestão, disse que os israelenses mereciam estar livres dos bombardeios causados por foguetes do Hamas, mas acrescentou que se sente comovida pelo sofrimento imposto tanto a palestinos como a moradores de Israel.

Comentários dos leitores
Valentin Makovski (304) 24/11/2009 17h15
Valentin Makovski (304) 24/11/2009 17h15
So existe 2 cominhos aos EUA no afeganistão & iraque. Ou enviam mais do dobro de tropas e realmente ocupam os 2 países, e acabam de uma vez com a instabilidade, ou retiram todas suas tropas e deixam a deus dará.
Esta ocupação foi um ato irresponsável da Familia Busch, Pai & Filho, que somente sabem fazer guerra e alimentar o sentimento anti americano no mundo.
Obama, faça um favor a todos nós, tira a carapuça e adimita que mais uma vez vcs perderam a Guerra, e jogaram mais de U$ 1,300 Trilhão na lata do lixo.
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eduardo de souza (484) 24/11/2009 16h24
eduardo de souza (484) 24/11/2009 16h24
Obama... Obama, tá ficando dificel manter as aprarências. Você é "soldadinho de chumbo" dos donos dos Eua.
Sua decisão será aquela que ter mandarem falar.
Bom, pelo menos ganha bem e tem status, rs.
Prá quem gosta é parato cheio.
sem opinião
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Gedeão Barros (88) 22/11/2009 22h56
Gedeão Barros (88) 22/11/2009 22h56
PARTE 2
Resposta ao Sr. Oliver Oak, vulgo "Hugo Chavez".
Portanto, para ficar bem claro, como eu estava dizendo, a palavra hebraica "goy" não possui sentido pejorativo. É como se nós, brasileiros, nos referíssemos a qualquer cidadão de outro país com a palavra "estrangeiro". Isso não é discriminação.
Já para a maçonaria, por exemplo, quem não é maçon, é chamado de profano. Esta sim, é uma palavra de sentido pejorativo. Mas, nem por isso, os maçons desenvolveram ódio aos profanos. Ao contrário. Todos eles foram profanos, antes de se tornarem maçons.
Nos próximos posts comentarei sobre os judeus se "esconderem" atrás de religião e sobre os autores NOAM CHOMSKI e NORMAN FILKENSTEIN, suspeitos de portarem o Transtorno Bipolar do Humor, antigamente denominado de psicose maníaco-depressiva. Também falarei do inexpressivo grupo ultra-radical NETUREI KARTA, um pequeno bando de doidos varridos que apóiam as atrocidades de Adolph Hitler. Esses judeus ultra-ortodoxos, que em mais de 100 anos de existência não passam de 5 mil membros, são contra a criação do Estado de Israel pelos homens. Eles querem que os judeus aguardem a vinda do Messias, para que este, em nome de Deus, crie o Estado de Israel. Mas, esse bando mora em Jerusalém. Por aí, caros leitores, vocês podem ver que o Sr. "Hugo Chavez" tem um universo bem limitado de leitura. Ele precisa ampliar seus horizontes, senão fica refém dos autores que ele citou.
Ao Sr. Alan Williamson, envio meus parabéns.
Até logo, Sr. Oliver.
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