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19/01/2009 - 23h30

Mais de 50 mil ficaram sem teto em Gaza, afirma ONU

da BBC Brasil

A ONU (Organização das Nações Unidas) divulgou nesta segunda-feira a estimativa de que cerca de 50,8 mil pessoas ficaram sem casa na faixa de Gaza devido à ofensiva israelense das últimas três semanas.

De acordo com a estimativa, outras 400 mil pessoas estariam sem acesso a água encanada.

O governo de Israel, que anunciou um cessar-fogo no sábado, continua retirando soldados do território e anunciou que permitirá a entrada de 143 caminhões com ajuda humanitária, além de 60 mil litros de combustível.

Segundo o governo israelense, o objetivo da ofensiva em Gaza --conter o lançamento de foguetes contra o território israelense, promovido pelo grupo palestino Hamas-- foi atingido.

O Hamas também declarou uma trégua e disse que manteve intactas suas bases de lançamento de foguetes e continuará desenvolvendo sua capacidade de atacar Israel, segundo afirmou nesta segunda-feira um porta-voz da facção militar do grupo.

Destruição

O correspondente da BBC na faixa de Gaza, Christian Fraser, atravessou o território e visitou o norte, onde os tanques israelenses primeiramente cruzaram a fronteira.

Segundo Fraser, lá o cenário é de grande destruição, com vizinhanças inteiras transformadas em escombros pela máquina de guerra israelense.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, planeja visitar Gaza na terça-feira para verificar o estrago em primeira mão --embora fontes israelenses tenham dito que a visita poderá ter que ser adiada.

O diretor de operações da agência da ONU para Refugiados em Gaza, John Ging, disse que o mais importante agora é que suprimentos básicos cheguem ao território.

"Nós temos uma grande operação de recuperação adiante, reconstrução --mas nada disso será possível, é claro, até que tenhamos os postos de fronteira abertos", disse ele à BBC.

Fontes palestinas dizem que pelo menos 1.300 palestinos morreram na ofensiva israelense, que começou em 27 de dezembro.

Liga Árabe

Em uma reunião no Kuait, os países da Liga Árabe mostraram estar divididos quanto à melhor forma de reagir à crise em Gaza.

O presidente do Egito, Hosni Mubarak, disse que o Hamas foi culpado pelos ataques israelenses por sua recusa em renovar o cessar-fogo que expirou em dezembro.

Por sua vez, o presidente da Síria, Bashar Al Assad, disse que os líderes árabes deveriam adotar uma resolução declarando Israel uma "entidade terrorista" e apoiando o que qualificou de "resistência palestina".

Já o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, pediu a retomada das negociações para um governo de união das diversas facções palestinas e a realização de eleições presidenciais e parlamentares.

Segundo analistas, Abbas está enfrentando contestações à sua legitimidade como presidente. O Hamas, que controla a faixa de Gaza, alega que seu mandato expirou, e muitos dos simpatizantes do presidente ficaram contrariados com comentários feitos por ele sobre o Hamas, quando a faixa de Gaza estava sendo atacada por Israel.

Comentários dos leitores
J. R. (1269) 02/02/2010 14h02
J. R. (1269) 02/02/2010 14h02
Ricardo Perrone ( ) 31/01/2010 23h26 Vc tem razão, mas estão legalmente instalados no escritorio da CIA em São Paulo, com autorização da justiça paulista. A alguns anos um militar libanês de passagem por São Paulo foi seguido e assassinado num posto de gasolina, obviamente ninguém viu e nem sabia de nada. Se ele não fosse ligado à Siria (ainda estavam as tropas por lá) não se poderia dizer que foi a moçada. Esse negócio do governo brasileiro fazer vista grossa ao serviço militar para moleques servirem em Israel tem que acabar. Não dá para ficarem em cima do muro, ou vão para um lado ou vão para o outro. Incrível é que fazem como os batistas, alegando drama de consciência religiosa, para irem matar grávidas na Palestina (kill 2). Lamentável. sem opinião
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mauro halpern (120) 01/02/2010 22h36
mauro halpern (120) 01/02/2010 22h36
puxa, o sr Ricardo Perrone me descobriu.
Logo agora que eu estava tentando destruir, como fazemos todos os agentes do Mossad que querem dominar o mundo, toda a correspondencia eletronica favoravel aos palestinos!!
alem disso eu bombardeei o Zelaya com raios cósmicos de micro-ondas! vejam que ele saiu por livre vontade da embaixada, influenciado por potentes raios gama! e saiu sem chapéu!! agora que os hackers do mundo me descobriram, terei que mudar de computador!!!
Senhor Perrone, esta batalha voce venceu, mas eu voltarei. MAIS FORTE DO QUE NUNCA!
sem opinião
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hugo chavez (310) 01/02/2010 19h59
hugo chavez (310) 01/02/2010 19h59
O rabino Yitzhak Shapira, que foi detido para interrogatório pelo Shin Bet (agência sionista de segurança) por sua suposta implicação com o incêndio da mesquita em Yasuf, em Nablus, na Cisjordânia ocupada, é responsável pela escola Yeshiva "Od Yosef Chai" em Yitzhar, e é um discípulo do rabino Yitzhak Ginsberg .Gisnberg é considerado por acadêmicos do judaísmo moderno como um importante e original pensador da área do hassidut e da cabala e, além disso, ele é bem conhecido pelas suas visões extremadas diante das "diferenças fundamentais" entre judeus e não-judeus (goys), as quais tem um toque sensível de racismo. No prefácio do livro Torat Hamelech de autoria de Shapira e do rabino Yosef Elitzur, Ginsberg aponta para a necessidade de apontar as tais "diferenças fundamentais" entre judeus e goys "numa época onde nós somos obrigados a conquistar "a terra de israel", (a Palestina) de nossos inimigos, portanto, nós podemos agir "de acordo com as necessidades", dentro do espírito da Tora e então podemos fortalecer o espírito da nação e de nossos soldados." O livro menciona o assassinato de goys na guerra e inclui a seguinte passagem: - Há uma razão para matar bebês (do inimigo), mesmo se eles não violarem as 7 leis de Noé, por causa do futuro perigo que eles possam representar, quando eles irão crescer para tornar-se diabos como seus pais A hedionda e inimaginável atitude de pregar o assassinato de bebês de colo ou gestantes, só pode sair de mentes doentias, mas, já inspirou até camisetas para o exército sionista com a estampa de uma palestina grávida onde se lia "um tiro, duas mortes". Para que esta idéia de punição antecipada possa ser aplicada, é necessário preparar a grande massa, retirando-lhe qualquer vontade à resistência e para tal se conta com a lavagem cerebral diária da "grande mídia", de Holowood e outros que trabalham alinhados com a Nova Ordem Mundial Sionista e seu fundamentalismo religioso. 1 opinião
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