BBC Brasil
31/01/2009 - 11h51

Obama promete novo plano para melhorar concessão de crédito

da BBC Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste sábado (31), em programa semanal de rádio, que sua equipe econômica anunciará em breve um novo plano para recuperação econômica. Ele acusou grandes empresas de agirem com "arrogância e ganância" ao distribuírem altos bônus para executivos após recorrerem a ajuda com dinheiro público.

Segundo Obama, o seu secretário do Tesouro, Tim Geithner, anunciará um plano para estimular a concessão de crédito para empresas e famílias. O novo plano prevê medidas para reduzir os custos do financiamento imobiliário e da concessão de crédito para as pequenas empresas, para que elas possam criar novos postos de trabalho.

Obama prometeu ainda uma "transparência sem precedentes, controle rigoroso e prestação de contas clara, para que os contribuintes saibam como seu dinheiro está sendo gasto e se está atingindo seus objetivos".

"No ano passado, o Congresso aprovou um plano para resgatar o sistema financeiro. Apesar de o pacote ter ajudado a evitar o colapso financeiro, muitos estão frustrados com seu resultado --e com razão", afirmou Obama. Segundo ele, o dinheiro dos contribuintes tem sido usado frequentemente "sem transparência nem prestação de contas".

"Foi oferecida uma mão para os bancos, mas proprietários de imóveis e pequenas empresas que dependem de crédito foram deixados para que se defendam sozinhos", disse.

O presidente americano citou as notícias divulgadas na última semana de que grandes empresas financeiras pagaram cerca de US$ 20 bilhões em bônus para executivos. Obama disse que isso "aumenta a indignação".

"O povo americano não vai permitir ou tolerar tal arrogância e ganância. O caminho para a recuperação exige que todos ajam com responsabilidade, da Main Street [expressão que se refere aos pequenos negócios e comércio] a Washington e a Wall Street", afirmou.

Estímulo

O presidente argumentou que é essencial, num cenário de recessão econômica, que o Senado aprove rapidamente o plano de recuperação econômica do governo, aprovado pela Câmara dos Representantes na semana passada, e pediu que as disputas políticas sejam deixadas de lado no tratamento da questão.

Segundo ele, "raramente na história os Estados Unidos enfrentaram problemas econômicos tão devastadores quanto nesta crise".

Na sexta-feira, após a divulgação de que a economia americana retraiu 3,8% no último trimestre do ano, na maior queda desde 1982, Obama disse que esses dados sinalizam que a economia do país enfrenta um "desastre contínuo".

Reforma

Ainda neste sábado, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, afirmou que o fracasso do sistema financeiro global na atual crise mostrou que uma total renovação das instituições financeiras globais é urgente.

Falando em uma sessão do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, Brown disse que o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial foram criações visionárias quando foram fundados, mas que estão ultrapassados e precisam ser reformados e redirecionados.

Brown disse que gostaria de ver o FMI, por exemplo, tomando ações para evitar o desenvolvimento da crise, em lugar de apenas atuar após os problemas se instalarem.

Para o primeiro-ministro, não há precedentes para a "primeira crise financeira da era global" e, por isso, a história não oferece um caminho claro a seguir. Mas ele advertiu contra a ameaça de um aumento no protecionismo e disse que a cooperação global é a única saída.

O Reino Unido vai sediar em abril uma reunião de cúpula dos países do G20, grupo que reúne países ricos e emergentes com grande importância econômica, na qual Brown espera ver discutida a reforma do sistema financeiro mundial.

Comentários dos leitores
André Nader (7) 14/12/2009 12h51
André Nader (7) 14/12/2009 12h51
Essa medida da china em segurar a especulação imobiliária seria uma boa ideia para ser utilizada aqui em Brasília, onde a TERRACAP, empresa responsável por licitar os imóveis, ajuda os especuladores colocando os valores dos terrenos a preço de ouro o que ajuda a explicar porque o metro quadrado de Brasília está se tornando rapidamente o mais caro do BRASIL.
Isso se deve a distribuição de "PANETONES" a filiados politicos que "LAVAM" esse dinheiro comprando propriedades em nomes de terceiros ou justificando que um imóvel comprado a um ano por R$1.000,00 possa ser vendido no ano seguinte por R$3.000,00.
VERDADEIRA VERGONHA NACIONAL.
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Eduardo Giorgini (447) 14/12/2009 10h36
Eduardo Giorgini (447) 14/12/2009 10h36
Esses políticos brasileiros são vaidosos e ingenuos.
Isso significa que são facilmente compráveis por multinacionais e países ricos.
Brasil e a America Latina não é para crescer mas ser como sempre estivemos: Frágeis países em desenvolvimento que vive de espectativas, sem produção de valor agregado.
Somos meros mercados de empresas Norte-Americanas, Européias e Asiáticas.
Quem estudar nas melhores universidades do país verá que a mentalidade é formar mão de obra para os grandes, e não formar empreendedores.
Uma pena, pois o sofrido povo paga por isso, sem retorno.
E o nosso presidente tem um lado bom: Criar esperança e espectativa para os humildes, porém, sem resultados concretos.
Se o povo esta feliz, isso que importa.
[]s
Eduardo.
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Polycarpo Quaresma (43) 14/12/2009 09h09
Polycarpo Quaresma (43) 14/12/2009 09h09
Um projeto megalomanico dentro de um sistema interncional decadente com vários episodios de falência. Vão acabar vendendo as construções sor 20% do valor sem opinião
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