Rebeldes declaram cessar-fogo unilateral no Sri Lanka; governo rejeita trégua
da BBC Brasil
Os rebeldes do grupo separatista Tigres Tâmeis anunciaram neste domingo um cessar-fogo unilateral com efeito imediato no Sri Lanka. Mas o secretário da Defesa cingalês, Gotabaya Rajapakse, rejeitou a trégua. Ele disse à BBC que o cessar-fogo era uma "piada" e que os rebeldes deveriam se render e libertar todos os civis presos na zona de conflito, no noroeste do país.
Um porta-voz dos Tigres Tâmeis disse à BBC que a decisão foi tomada devido ao que chamou de uma "crise humanitária sem precedentes" na região. Os rebeldes afirmaram ainda que o anúncio é uma resposta aos pedidos de trégua da ONU (Organização das Nações Unidas), da União Europeia, dos governos da Índia e de outros países.
Entenda o conflito entre governo e rebeldes no Sri Lanka
A comunidade internacional vem pressionando o Exército e os separatistas por um cessar-fogo. O subsecretário-geral adjunto da ONU para Assuntos Humanitários, John Holmes, se reuniu com autoridades cingalesas para pedir permissão de acesso de agentes humanitários na zona de conflito.
O governo também criou acampamentos temporários para refugiados. Os rebeldes estão cercados por tropas em uma área de 12 quilômetros quadrados. Segundo a ONU, cerca de 160 mil civis conseguiram fugir da região, mas cerca de 50 mil permanecem presos entre o conflito.
O correspondente da BBC na capital cingalesa (Colombo), Charles Haviland, disse que a declaração de cessar-fogo unilateral demonstra que os rebeldes estão se sentindo cada vez mais pressionados.
O governo, em contrapartida, sente que está avançando na campanha contra os Tigres Tâmeis, afirmou o correspondente.
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