Alemanha confirma três casos de gripe suína no país
da BBC
As autoridades da Alemanha confirmaram nesta quarta-feira três casos de gripe suína no país, elevando para nove o número de países com casos confirmados até agora.
Dois dos pacientes voltaram recentemente de uma viagem ao México, onde teria começado o atual surto da doença.
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Nas primeiras horas desta quarta-feira, a Costa Rica também confirmou dois casos da gripe suína. Na terça-feira, Nova Zelândia e Israel já haviam reportado ocorrências confirmadas. Além desses, também foram confirmados casos na Grã-Bretanha, na Espanha, no Canadá e nos Estados Unidos, além do México.
O vírus H1N1 da gripe suína já foi detectado em quatro continentes.
Reunião de emergência
A OMS (Organização Mundial da Saúde) convocou uma reunião de emergência para esta quarta-feira com especialistas para discutir a situação e avaliar a natureza exata do foco de gripe.
No início da semana, a OMS havia advertido de que o vírus não pode mais ser contido e que os governos dos países devem agora se concentrar em medidas para amenizar seus efeitos.
A entidade advertiu, porém, que medidas como proibição de viagens não devem ter nenhum efeito prático. Mas na terça-feira, Argentina e Cuba anunciaram a suspensão de voos para o México.
A doença foi detectada pela primeira vez no México em meados de abril, espalhando-se depois por outros países.
Até agora, a gripe só causou mortes no México. O governo do país havia confirmado na terça-feira 20 mortes por gripe suína, mas posteriormente retificou a informação e disse que apenas sete foram confirmadas por testes laboratoriais.
Segundo as autoridades mexicanas, há 159 mortes por suspeita de gripe suína até agora, com cerca de 1,6 mil casos de suspeita de contágio pelo vírus no total.
Brasil
O Brasil monitora casos suspeitos, ao lado de Guatemala, Peru, Austrália, Coreia do Sul e de sete países da União Europeia.
O governo brasileiro anunciou que 12 pessoas estão sendo monitoradas sob suspeita de terem o vírus. Todas elas tinham feito viagens a áreas afetadas pela gripe suína.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) alertou para os perigos da automedicação, após relatos de que medicamentos contra a gripe estariam desaparecendo de várias farmácias.
O plano de contingência formulado para conter o possível avanço da gripe do frango, em 2006, está sendo aplicado agora. Voos internacionais estão sendo monitorados e casos suspeitos são levados diretamente a hospitais de referência, capazes de detectar a doença.
A gripe suína é uma variante do tradicional vírus H1N1, que atacava porcos e passou a atingir humanos.
Os sintomas são febre alta (superior a 39°C) e repentina, tosse, dores de cabeça intensas, dores musculares e nas articulações, irritação nos olhos e coriza.
Pandemia e vacina
"Com a disseminação do vírus [...] fechar fronteiras ou restringir viagens tem muito pouco efeito na contenção desse vírus", disse o diretor-geral-assistente da OMS, Keiji Fukuda.
A organização anunciou que estava aumentando seu nível de alerta para 4 --dois níveis abaixo do referente a uma pandemia.
Segundo ele, o aumento no nível de alerta representa "um passo significativo em direção a uma pandemia de gripe", mas ele ressaltou "que uma pandemia não é considerada inevitável".
O nível de alerta grau 4 sinaliza que o vírus está mostrando a capacidade de ser transmitido entre humanos, com a possibilidade de causar surtos em comunidades.
Os primeiros lotes de vacina contra a gripe suína podem estar prontos em quatro ou seis meses, mas, de acordo com Fukuda, levará mais alguns meses para que ela seja produzida em grandes quantidades.
Especialistas em saúde afirmam que o vírus da gripe suína tem a mesma origem de vírus que causam surtos periódicos em humanos. Mas eles afirmam que a nova versão do vírus que foi detectada contém material genético de vírus que normalmente afetam porcos e pássaros.
FAO
A FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), enviou nesta terça-feira uma equipe para investigar fazendas comerciais de criação de porcos no México que poderiam ser a fonte do surto de gripe suína.
Em quase todos os casos registrados de gripe suína fora do México, os infectados ficaram apenas levemente doentes e conseguiram se recuperar completamente.
Nos Estados Unidos, mais 20 casos foram confirmados no Estado de Nova York. Casos também foram registrados nos Estados de Ohio, Kansas, Texas e Califórnia. O total de casos confirmados no país já chega a 40.
No Canadá, seis casos foram registrados em pontos diferentes do país.
A gripe suína chegou oficialmente chegou à Europa na segunda-feira, quando testes confirmaram que um jovem na Espanha e duas pessoas na Grã-Bretanha estavam infectados. Todos eles haviam visitado o México recentemente.
Os infectados na Europa, segundo as últimas informações, estariam se recuperando bem.
Também nesta segunda-feira, o Departamento de Estado dos EUA divulgou um comunicado onde recomenda que os cidadãos americanos evitem viagens "que não sejam essenciais" ao México.
O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido também pediu que os cidadãos do país evitem viajar para o México.
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O Ministério da Saúde está atento e continua realizando todas as ações relacionadas à Influenza A (H1N1). Cabe ressaltar que o número de casos graves da doença e de óbitos vem diminuindo. Estamos sempre à disposição.
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Apesar de ainda serem notificados novos casos graves de Influenza A (H1N1), esse número teve uma grande redução. No Brasil, em comparação com a semana epidemiológica com o maior número de notificações, a semana epidemiológica 44 (até 07 de novembro), apresentou redução de 97%. Esse decréscimo também ocorreu nas regiões do país. Na região Sul, por exemplo, a redução foi de 98%. Continuamos à disposição.
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A vacina contra a Influenza A (H1N1) estará disponível para todas as pessoas que fizerem parte dos grupos que deverão ser imunizados. Estamos à disposição.
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