BBC Brasil
02/06/2009 - 13h30

Família sueca que temia acidentes viajou em voos diferentes; mulher estava a bordo do AF 447

CLAUDIA VAREJÃO WALLIN
da BBC Brasil, em Estocolmo

O desaparecimento do voo 447 da Air France separou uma família sueca que sempre teve o cuidado de tomar a mesma precaução: viajar em aviões separados, afim de evitar que, em caso de acidente, os filhos perdessem o pai e a mãe ao mesmo tempo.

Por temor de desastres aéreos, a sueca Christine Badre Schnabl, 34, e o marido também embarcavam em voos diferentes quando viajavam com os dois filhos do casal. No domingo, ao embarcarem no Rio de Janeiro com destino à Suécia, também foi assim.

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Arquivo Pessoal
A sueca Christine Badre Schnabl, que viajou com o filho de 5 anos
A sueca Christine Badre Schnabl, que viajou com o filho de 5 anos

Segundo o jornal sueco "Expressen", o marido pegou um voo mais cedo, com a filha de três anos de idade. Christine, acompanhada pelo filho mais velho do casal, Philipe, de cinco anos de idade, embarcou no voo 447 da Air France, que desapareceria horas depois sobre o Oceano Atlântico.

O plano era reunir a família no aeroporto Charles de Gaulle de Paris, de onde seguiriam viagem para a Suécia. O marido, cuja identidade não foi revelada pelo jornal, esperou em vão por notícias no aeroporto durante todo o dia de ontem.

À noite, já sem esperanças, embarcou com a filha para Estocolmo, onde a mãe de Schnabl, Annika Badre, os aguardava em estado de choque.

"Não consigo acreditar que Christine e meu neto não vão mais voltar, isso é terrível", disse Annika Badre ao jornal "Expressen".

"Falei com ela pelo telefone, momentos antes de embarcar. Ela era cheia de vida e amada por todos", acrescentou ela.

Férias

Christine Badre Schnabl vivia havia dez anos no Rio de Janeiro e estava voltando com a família para passar as férias na Suécia.

Ela trabalhava como engenheira civil na câmara de comércio do consulado norueguês. Anteriormente, trabalhou no consulado da Suécia, onde tinha sido contratada pela então embaixadora sueca no Brasil, Margareta Winsberg.

"Eu mesma a entrevistei. Havia entrevistado vários candidatos, mas ela era extremamente competente", contou Margareta Winsberg ao "Expressen".

Segundo a ex-embaixadora, Schnabl era extremamente ativa em um projeto que ajudava mães pobres em favelas do Rio de Janeiro.

De acordo com o jornal, a igreja escandinava no Rio de Janeiro mantém uma vigília desde a noite de segunda-feira para todos que queiram acender uma vela por Schnabl e os demais passageiros do voo desaparecido da Air France.

Comentários dos leitores
JAIRO COSTA MARTIN (7) 02/10/2009 01h46
JAIRO COSTA MARTIN (7) 02/10/2009 01h46
TEMOS QUE PASSAR POR MUITAS COISAS EM NOSSAS VIDAS, UM DELAS E A MORTE DEUS DEU SABEDORIA PARA TENTAR EVITAR MAIS PREVER SOMENTE ELE MESMO NAO E VERDADE , CUIDE DE SUA VIDA ENQUANTO HA TEMPO ANTES QUE DEUS LHE LEVE A ALMA. sem opinião
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Aluisio Ramos (3) 30/09/2009 14h16
Aluisio Ramos (3) 30/09/2009 14h16
Mais engraçado ainda é eles, com tanto o que fazer para a sociedade em geral , se dedicarem a uma parcela que sabe e tem como lutar por seus direitos. Mais uma vez nossos politicos mostram a que vieram.
MÉDIA, esses inuteis só fazem Média
sem opinião
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Antonio Miacci (1) 25/09/2009 12h21
Antonio Miacci (1) 25/09/2009 12h21
Boa tarde. O assunto em questão é sobre malfadado acindente do vôo 447. É notório que a empresa em questão, vai recorrer em todas as instancias para não delapidar seu rico "dinheirinho". 1 opinião
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