Exigências de premiê de Israel não abrirão diálogo, dizem analistas
GUILA FLINT
da BBC
Analistas de orientações políticas diferentes, ouvidos pela BBC Brasil, se disseram céticos quanto às chances de as propostas do premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, levarem os palestinos e os israelenses de volta à mesa de negociações.
Em discurso neste domingo, Netanyahu admitiu pela primeira vez a existência de "um Estado palestino". No entanto, deixou claro que se referia à criação de um "Estado desmilitarizado", e impôs uma série de condições consideradas inaceitáveis para os palestinos.
Para o cientista político Jonathan Rynhold, "o discurso foi muito inteligente, pois Netanyahu conseguiu criar a impressão de que estava fazendo uma grande concessão". "Mas, de fato, baseou-se no consenso existente na sociedade israelense para destacar as necessidades de segurança e de manter o caráter judaico do Estado de Israel", disse o especialista à BBC Brasil.
O premiê disse que um Estado palestino não deve ter Exército, controle do espaço aéreo ou das fronteiras e não pode fazer alianças militares com outros Estados. Netanyahu também disse em seu discurso que "Jerusalém continuará unificada" e que "o problema dos refugiados terá que ser resolvido fora das fronteiras de Israel".
Rynhold, pesquisadores do Centro de Estudos Estratégicos Begin-Sadat, na Universidade Bar Ilan, local que Netanyahu escolheu para fazer o discurso, disse que "é claro que os palestinos não dirão 'sim' às exigências de Netanyahu, mas ele conseguiu criar a impressão de que está disposto a chegar a um acordo".
Para o jornalista pacifista Uri Avnery, o discurso de Netanyahu foi um "exemplo de esperteza política". "Netanyahu afirmou que está disposto a começar negociações sem pré-condições mas impôs pelo menos oito pré-condições, que ele sabe que para os palestinos são inaceitáveis", disse Avnery à BBC Brasil.
Negociações
As negociações entre as partes estão congeladas há quatro meses, desde as últimas eleições parlamentares em Israel, que levaram à formação de uma coalizão de governo de direita, liderada por Netanyahu. Logo depois do discurso, porta-vozes palestinos rejeitaram as propostas de Netanyahu em termos duros.
Saeb Erekat, chefe da equipe de negociação palestina, afirmou que Netanyahu, "esvaziou o Estado palestino de qualquer conteúdo". Segundo Erekat, "Netanyahu vai ter que esperar mais mil anos até que algum palestino aceite suas condições". Yasser Abed Rabu, um dos líderes mais próximos do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, chegou a chamar o premiê israelense de "salafrário e mentiroso".
Resposta a Obama
O discurso de Netanyahu, realizado na Universidade de Bar Ilan, é considerado a resposta do governo israelense ao discurso do presidente americano Barack Obama, do último dia 4, na Universidade do Cairo. "O premiê tentou dar a impressão de que aceitava as condições de Obama mas, na verdade, rejeitou todas elas", afirmou o jornalista Uri Avnery.
"Se os palestinos não terão controle sobre suas próprias fronteiras e Israel continuará construindo em suas terras, que espécie de Estado será esse?", perguntou Avnery. "As palavras de Netanyahu sobre um Estado palestino e sobre a retomada das negociações são palavras vazias", acrescentou.
Segundo Akiva Eldar, analista político do jornal israelense "Haaretz", "as palavras de Netanyahu não têm nenhum valor concreto". "Parece que Netanyahu conseguiu enganar o público israelense, que ficou com a impressão de que ele teria feito uma concessão", disse Eldar à BBC Brasil. "Porém seu discurso foi propagandista, cuja única meta foi tentar se esquivar da pressão americana", afirmou o analista.
"Mas nenhuma mágica conseguirá conectar entre as propostas de Netanyahu e as aspirações mínimas dos palestinos", concluiu Eldar.
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Especial


A um bom tempo já foi escrito tudo que Obama tem de fazer, e ele, como um bom "rapaz" vem cumprindo exemplarmente suas obrigações...rs.
Não sei ainda quanto tempo a sociedade irá tolerar esse tipo de manipulação, só sei que quanto mais tempo aceitarmos, inertes, que indivíduos e organizações, ditem impunemente os rumos de nossas vidas, somente levando em conta os seus interesses, seremos mais do que vítimas, seremos um completo e passível idiota. E isso cabe a todos, desde os que trabalham nos meios de comunicação, postando essas inverdades como se fossem verdades, até as autoridades que juram um compromisso profissional, mas que se calam diante do seu cumprimento, quando vai de encontro com os interesses desses manipuladores. Pode afirmar que tem medo de retaliações, medo das conseqüências que possam vir, para si e para sua família, podem, é compreensível, mas... Para vos digo: Só haverá justiça e liberdade quando verdadeiramente fizermos valer esses conceitos.
Enquanto isto veremos sempre o dominador fazendo o que bem entender, rindo de nós e nos eliminando como se fossemos nada. Pensem um pouco, srs, vale a pena viver assim?
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Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
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