Críticas de Sarkozy a chanceler causam mal-estar em Israel
GUILA FLINT
da BBC Brasil
Um pedido feito pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, ao primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, para que este se livrasse de seu ministro das Relações Exteriores, causou grande irritação e constrangimento em Israel.
O pedido teria sido feito por Sarkozy durante encontro com Netanyahu em Paris na semana passada, porém só foi divulgado pelos meios de comunicação israelenses nesta semana. Os meios de comunicação afirmam que o presidente francês aconselhou o premiê israelense a "se livrar desse homem [o ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman] e colocar [Tzipi] Livni em seu lugar".
| Benoit Tessier/Reuters |
![]() |
| Nicolas Sarkozy e Binyamin Netanyahu em encontro em Paris; presidente francês teria pedido afastamento de chanceler |
Lieberman é conhecido por suas posições de extrema-direita e Livni, sua antecessora no cargo, é líder do Kadima, o principal partido de oposição em Israel, e candidata derrotada para o cargo de Netanyahu.
Os comentários, feitos na presença de ao menos cinco israelenses que acompanhavam a visita de Netanyahu ao palácio do Eliseu, vazaram para o canal 2 da TV israelense e ainda não foram negados pelas autoridades israelenses nem pelas autoridades francesas.
Segundo as informações publicadas na imprensa israelense, Sarkozy afirmou a Netanyahu que já recebeu vários ministros do Exterior israelenses, "mas com esse não dá", disse, se referindo ao ministro Lieberman. "Se você tirar esse homem e colocar Livni no lugar, pode realizar atos históricos", afirmou Sarkozy.
De acordo com o maior site de noticias de Israel, o Ynet, os comentários de Sarkozy e principalmente o fato de o gabinete de Netanyahu não ter informado Lieberman sobre as posições do presidente francês, despertaram uma "profunda indignação no Ministério das Relações Exteriores".
O Ynet cita uma "fonte importante" no Ministério que teria afirmado que os comentários de Sarkozy foram "grosseiros e infelizes". "Sarkozy é conhecido pela linguagem sem limites", teria dito a fonte.
De acordo com o porta-voz de Lieberman, Tzahi Moshe, "se essas foram as palavras do presidente da França, então se trata de uma intervenção de um estado democrático nos assuntos de outro estado democrático, é uma coisa grave e intolerável".
"Não dá"
Segundo o canal 2, Netanyahu teria respondido a Sarkozy que "em conversas particulares ele [Lieberman] soa diferente" e Sarkozy teria dito que "em conversas particulares Jean-Marie Le Pen também é muito simpático", comparando o ministro israelense ao líder da extrema-direita francesa. De acordo com a imprensa local, Netanyahu teria instruído todos os presentes na reunião a não divulgar as informações.
Entre os presentes estava o embaixador de Israel na França, Daniel Sheck, que também não informou o ministério sobre os comentários de Sarkozy.
O incidente gera um constrangimento triplo. Entre Israel e a França, entre o primeiro ministro Netanyahu e o ministro do Exterior Lieberman, e entre o embaixador israelense na França e o ministério das Relações Exteriores em Jerusalém.
De acordo com o ex-diretor geral do ministério das Relações Exteriores, Aharon Abramovitz, "Sarkozy, que é um homem experiente, com certeza sabia que essa informação iria vazar".
Leia mais sobre o Oriente Médio
- Israel ignora pressão e autoriza construção de 50 casas na Cisjordânia
- Ministro da Defesa israelense nega acordo com o Hamas para libertar Shalit
- Hamas concordou em libertar militar de Israel em breve, diz jornal
Outras notícias internacionais
- Novo chanceler crê poder provar que não houve golpe em Honduras
- Marinha comorense encontra sobrevivente de avião que caiu no Índico
- Chega a 13 o número de mortos em explosão de trem na Itália
Especial
livraria



VC PODE ME AJUDAR?
avalie fechar
avalie fechar
Duas vezes na Bíblia Jerusalém é chamada "cidade do nosso Deus" (Salmo 48.1,8); duas vezes, "cidade de Deus" (Salmo 46.4 e Salmo 87.3); oito vezes, "santa cidade" ou "cidade santa" (Neemias 11.1; Isaías 48.2; Isaías 52.1; Mateus 4.5; etc.). Deus decretou que jamais existirá uma cidade igual a Jerusalém! Ela é mencionada 811 vezes na Bíblia e nenhuma vez no Corão, revelando a mentira de que Jerusalém sempre foi sagrada para os muçulmanos. Somente após o renascimento de Israel como nação, essa falsa alegação foi inventada para justificar os ataques islâmicos contra Israel como uma "potência ocupadora". Os EUA, a ONU, a União Européia (UE) e outros países aceitam essa mentira como base para uma "paz" que pretendem impingir a Israel com os vizinhos muçulmanos, os quais estão determinados a destruir o Estado judeu. Dave Hunt
*** Vem ai o "ARMAGEDOM" - o Irã está há 2 anos para ter a "bomba atômica". O Bin Laden está com 10 mil homens bombas preparados.
Efe 5:14 - Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá.
Maranata.
avalie fechar