BBC Brasil
05/10/2009 - 03h15

Rio 2016: Para Lula, discutir transparência de gastos "diminui papel do Brasil"

da BBC Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo, em Bruxelas, que questionar a transparência dos investimentos previstos para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, é um argumento para diminuir o papel do Brasil.

"Eu acho que ficar com esse argumento agora, que eu já ouvi algumas pessoas dizerem, seria colocar o Brasil outra vez no papel pequeno que alguns querem colocar todo santo dia. Certamente o povo brasileiro saberá fiscalizar o uso do dinheiro", afirmou o presidente a um grupo de jornalistas.

Perguntado pela BBC Brasil sobre como o governo pretende garantir a transparência, Lula respondeu: "Garantindo. Primeiro com o simples pressuposto de que as pessoas são honestas até que provem o contrário".

"É uma Olimpíada que vai ter fiscalização de comitê internacional, de comitê nacional, de Tribunal de Contas, de Controladoria", disse.

Legado

Lula ainda afirmou que para assegurar que as mudanças realizadas para os Jogos Olímpicos deixem um legado para o Rio de Janeiro e seus cidadãos, o Brasil deve "acompanhar com um olhar de lupa" a evolução de outras cidades que já sediaram Olimpíadas e "aprender com a História".

"Nós precisamos de ensinamentos para que a gente construa uma grande Olimpíada, para que a gente permita que o legado que fique seja utilizado corretamente para o Brasil se transformar numa grande potência e não ter retrocesso".

O presidente disse que sua maior preocupação agora é dar início aos trabalhos necessários para que o Rio esteja pronto para sediar os Jogos em 2016.

"É importante a gente fazer as coisas com muita antecedência, porque vai ter muito trabalho", disse o presidente, que no entanto afirmou que "80% do que for feito para a Copa do Mundo de 2014 servirá para a Olimpíada".

Lula também elogiou toda a equipe que trabalhou na candidatura do Rio e destacou o papel da diplomacia brasileira na campanha olímpica que, segundo ele, "é como ganhar voto na Câmara, no Senado, no sindicato".

"A vitória do Rio foi uma vitória de todo mundo. Isso não é um mérito de uma pessoa, é um mérito de uma nação e de milhões de pessoas que trabalharam direta ou indiretamente", afirmou.

Acordos

Lula está em Bruxelas a convite do rei Alberto II, com quem mantém na segunda-feira um encontro privado seguido de almoço no Palácio de Laeken.

Neste domingo, o presidente se reuniu com o primeiro-ministro belga, Herman Van Rompuy, no Castelo de Val Duchesse, onde ambos acompanharam o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, e seu homólogo belga, Yves Leterme, durante a assinatura de acordos bilaterais para intensificar a cooperação em política, cultura e logística portuária.

Um dos acordos assinados determina que as contribuições previdenciárias feitas por brasileiros que residam na Bélgica sejam reconhecidas pelo governo do Brasil caso estas pessoas regressem ao país. A medida também é válida para belgas que trabalhem no Brasil.

Na segunda-feira, Lula também participa do encerramento de dois seminários que contam com a participação de empresários brasileiros.

O presidente afirmou que pretende conquistar investidores belgas com as "extraordinárias possibilidades" que o Brasil oferece com os preparativos para a Copa de 2014, as obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), a exploração do petróleo no pré-sal e, agora, a Olimpíada de 2016.

Comentários dos leitores
Ricardo Teixeira não deve estar nada feliz com o novo cartola despontando no esporte, Nusman. sem opinião
avalie fechar
Sergio Brasil (70) 19/11/2009 16h25
Sergio Brasil (70) 19/11/2009 16h25
O mundo viu ontem a atuação lamentável da polícia do Rio no jogo Cerro x Fluminense. Será que para apartar briga entre jogadores é necessário usar cacetetes de mais de um metro e gás pimenta contra os jogadores? Me pareceu uma força desnecessária contra os jogadores paraguaios. sem opinião
avalie fechar
Isaías Santana (33) 11/11/2009 15h28
Isaías Santana (33) 11/11/2009 15h28
Caro amigo Barata, desculpe a demora em responder; mas sou funcionário público e, ao contrário do q muitos pensam neste e em outros fóruns, estou suando a camisa em um cargo onde tenho q matar alguns leões por dia. Confesso q costumo não responder a alguém em particular, pois estamos aqui p/ expor idéias (simples assim, sabe?) e não p/ expor pessoas, quem quer q seja, por mais incultas q elas nos possam parecer. Quanto aos PTOS, acredito q podemos usar qqer um dos listados, uma vez q ambos dão margem a continuar a idéia. Eu preferiria o parágrafo, uma vez q posso mudar o rumo da idéia, o de seguimento me faria manter o mesmo tom. Agora, embora vc não tenha falado, existem outras opções de terminar o período. Em hipótese nenhuma usaria o pto final, pois acho q uma notícia dessas merece um outro comentário q nos faça refletir, pensar em sugestões, em mudança de postura. Nesse caso caberia até um de interrogação, correto? Agora se vc decidir concluir isto assim, seco, sem vontade de mudar nada, apático diante de tanta calamidade, esperando a bala tocar a pele; então eu terei, surpreso, q acabar com um de exclamação, não acha?
Grande abraço, Isaías.
36 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (756)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca