BBC Brasil
30/10/2009 - 19h46

Zelaya pressiona Congresso e diz que acordo ainda pode fracassar

da BBC

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, elogiou nesta sexta-feira o acordo firmado com o governo interino para pôr fim à crise do país, mas ressaltou que o pacto depende ainda da aprovação do Congresso hondurenho.

"O Congresso tem uma grande responsabilidade em colocar um ponto final neste conflito", afirmou por telefone à BBC. "Se fracassar, o que é uma possibilidade, seria um desastre moral para todos nós que estamos lutando pela democracia."

Edgard Garrido/Reuters
O presidente deposto Manuel Zelaya fala com o enviado dos EUA, Thomas Shannon
O presidente deposto Manuel Zelaya fala com o enviado dos EUA, Thomas Shannon

Zelaya creditou o acordo "à presença dos Estados Unidos, a resistência do povo, que ainda ontem (quinta-feira) fez uma manifestação com mais de dez mil pessoas e, obviamente, a pressão internacional, que tem sido extraordinária". "O mais importante é que os hondurenhos mostraram seu repúdio à volta do militarismo", finalizou.

Mais cedo, Zelaya havia dito à agência de notícias Associated Press que espera uma definição do Congresso em "mais ou menos uma semana". Até lá, disse que permanece na embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde está hospedado desde 21 de setembro.

O acordo prevê que a decisão sobre o retorno do líder deposto seria do Congresso, com uma consulta prévia ao Supremo Tribunal de Justiça, para a formação de um governo de união nacional que reconheceria as eleições nacionais marcadas para 29 de novembro.

A perspectiva do fim da crise política hondurenha foi elogiada ao redor do mundo. O Itamaraty emitiu nota oficial afirmando que "o Brasil expressa a expectativa de que a normalidade institucional se restabeleça dentro do mais breve prazo em Honduras, com a volta da titularidade do Poder Executivo ao estado prévio ao golpe de estado de 28 de junho".

O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, em um comunicado, disse que "este é um momento de enorme satisfação para Honduras, a OEA e para a democracia em geral porque uma crise grave como a vivida nos últimos meses poderá ser resolvida em definitivo por meio da força da palavra e da razão".

A secretária de Estado americano, Hillary Clinton, também se disse feliz com o avanço nas negociações e elogiou o fato de que ambas as partes superaram a crise "por meio da negociação e do diálogo". "Estou muito orgulhosa por ter participado do processo e pelos Estados Unidos terem sido úteis", disse ela.

Comentários dos leitores
oliverio carvalho (1) 17/12/2009 12h59
oliverio carvalho (1) 17/12/2009 12h59
Mr .Santos Jr. O patriotismo não impede ninguém de admirar lideranças de outras Nações ou os transnacionais como o CHE. Líderes como o Comandante Chavez, El Libertador de Latino América e Ahmadinejad, o Leão da Pérsia, tb já transcenderam as fronteiras dos seus países e têm projeção mundial, já que formam a ponta de lança para furar o bloqueio do eixo e seus países asseclas contra o mundo. O apoio a Chavez, por ex., vem até dos eua, onde até atores da corrompida Holywood (máquina de Propaganda do eixo sob comando sionista), como Sean Penn e Danny Glover já demonstraram sua admiração pelo presidente venezuelano ou por parte do autor e intelectual judeu Noam Chomski, ferrenho crítico da doutrina racista sionista. Quanto a Simon Bolívar e San Martin, são ícones revolucionários que estavam séculos adiante do seu tempo e pregavam a integração da América Latina contra a exploração do "Norte" e suas histórias falam por si. Lula tem uma certa dificuldade de aprofundar certas mudanças neste momento e vem agindo corretamente, comendo pelas beiradas, sem alarde e sem confronto direto. É uma outra tática. Sou mais Chavez, pq é mais "operacional", no entanto, o Brasil não é a Venezuela e para limpar isto aqui e mais as influências dos "estrangeiros" e apátridas é mais trabalhoso. Nada que uma mulher de coragem e pegada como a ex guerrilheira Dilma não possa dar conta. Depois o Lula volta com o terreno mais aplanado e fecha com chave de ouro rsrs.Por um mundo multipolar e com uma Resitência forte e crescente. Parabéns ao Irã pelos novos mísseis de Sajjil 2, melhorando sua defesa contra uma nova agressão covarde e sem aviso do regime sionista e parabéns ao Hamas, pelos 22 anos de Resistência contra a ocupação da Palestina, pelo fim dos crimes de guerra em Gaza, dos guetos e do campo de concentração a que são submetidos os palestinos.No último post, fui escrever Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes e acabei colocando o nome do traidor Joaquim Silvério dos Reis rsrs. Este eixo do mal me recorda muito os traidores, não pude evitar rsrs. 10 opiniões
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ROBERTO WILLIAM BANGOIM (66) 17/12/2009 09h24
ROBERTO WILLIAM BANGOIM (66) 17/12/2009 09h24
a morte da filha da jornalista está estranha. Como atiradores, digo, matadores de pessoas podem errar o alvo assim... a policia e o governo golpista está querendo desviar foco... sao suposicoes, mas as investigacoes se fossem sérias trabalhariam das supostas causas tendo a filha como alvo. já que estava grávida etc..precisamos de mais informacoes, mas nao se pode querer atribuir crimes comuns a politicos e vice-versa na maior cara de pau 1 opinião
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celio maia (127) 16/12/2009 17h51
celio maia (127) 16/12/2009 17h51
"Governo interino de Honduras inicia processo para tirar país da Alba"...
Esse talvez não seja ainda o derradeiro quinau que Michelete vai dar aos pobres diabos que tentam impor sanções, ultimatos, imposições e outras tarouquices típicas de quem ainda não conseguiu engolir o que ocorreu ali.
E os ianques continuam fazendo de conta que estão contra Michelete, ao cobrar a renúncia dele. Por trás dos panos devem ridicularizar a malograda tentativa de intervenção dos badalões do governo brasileiro.
sem opinião
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