BBC Brasil
30/10/2009 - 20h27

Banco Central estuda facilitar saída de dólares do país

da BBC Brasil, em Buenos Aires

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira em Buenos Aires que a entidade estuda flexibilizar as regras cambiais, o que poderia facilitar a saída de dólares do país.

Meirelles afirmou que o câmbio no Brasil é "uma questão preocupante, que pode gerar distorções nos preços e na economia" e por isso anunciou a retomada de estudos "abrangentes" para avaliar as possíveis melhorias do sistema.

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"Existiam estudos que foram interrompidos devido à crise [internacional], mas no momento em que se consolida a saída do Brasil desta crise, já poderemos, em algum momento, retomar estes estudos", disse.

O chefe do Banco Central falou da necessidade de mudanças na legislação em vigor que restringe investimentos dos fundos de investimento brasileiros no exterior. Ele sugeriu que medidas como esta dificultam, hoje, a saída de dólares, o que influencia o câmbio no Brasil.

Quando perguntado se a tendência será, então, de flexibilização destas regras cambiais, ele respondeu que sim. "O marco regulatório do sistema cambial brasileiro foi construído baseado num pressuposto de carência de moeda externa. Portanto, existe todo um aparato legal que visava evitar que o dólar saísse do Brasil, o máximo possível, e que também fosse atraído, o máximo possível, de dólar."

"Estudo de fôlego"

"É um estudo de fôlego, abrangente, e nós vamos estar apresentando um conjunto completo de conclusões, na época adequada", explicou, falando sobre as mudanças sendo analisadas.

Meirelles explicou que a análise das mudanças no câmbio envolve vários órgãos além do Banco Central, como o CMN (Conselho Monetário Nacional) e o Congresso Nacional. A ideia, destacou, é convocar também empresários, bancos, comércio, entre outros setores para esse debate.

"Em resumo, a ideia é fazer com que o mercado funcione na sua normalidade porque existe sim uma preocupação e que tudo funcione com o melhor equilíbrio e que nós evitemos distorções que sejam negativas para a economia", disse.

O presidente do Banco Central evitou responder qual seria o valor ideal do câmbio hoje no Brasil e lembrou que o Banco Central brasileiro trabalha desde 1999 com metas de inflação e não com metas cambiais.

Mercosul

Meirelles participou, na capital argentina, de uma reunião com o presidente do Banco Central do país vizinho, Martín Redrado, e empresários brasileiros e argentinos. Foi a terceira reunião, nestes moldes, entre os chefes das autoridades monetárias e investidores dos dois países.

O objetivo destes encontros, explicou o presidente do Banco Central, seria discutir temas que possam facilitar a integração comercial e a criação de projetos comuns.

Segundo ele, nesta reunião discutiram-se ainda a eliminação das medidas que impedem "melhor desenvolvimento" do Mercosul. "Existe um interesse muito grande dos empresários, de parte a parte, para que possa haver maior integração e cooperação", disse.

Comentários dos leitores
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
O nosso grande "Guru" Financeiro, o Sr. Lula da Silva deveria sair na capa da "Economist" vestido de CROUPIE. Seu governo está patrocinando o maior casino financeiro do mundo atual, bem aqui embaixo das nossas barbas !!!!
Não é a toa que os banqueiros de cá, e mesmo os de "olhinhos azuis", o estão idolatrando tanto.
Enquanto isso, nossa industria está sendo completamente sucateada !!!
Vamos parar com as "mentirinhas" e com a sapiência Marketeira !!!
Acorda Brasil !!!
4 opiniões
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JOSE MOTTA (51) 26/11/2009 15h17
JOSE MOTTA (51) 26/11/2009 15h17
O SALARIO NO BRASIL É REALMENTE BAIXO, PORÉM INCIDE MUITO ENCARGOS QUE ENCARECEM ESSES SALARIOS PARA AS EMPRESAS, POR EXEMPLO, PORQUE PAGAR PLANO DE SAÚDE SAÚDE PARA OS FUNCIONÁRIO TEMOS O "SUS".? AGORA NÃO É O MAIS BAIXO DO MUNDO. AGÚEM JÁ PROCUROU SABER QUANTO GANHA UM TRABALHAR CHINÊS, CONSIDERADA E SEGUNDFA ECONOMIA MUNDIAL? sem opinião
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Cristiano Garcia (373) 26/11/2009 14h56
Cristiano Garcia (373) 26/11/2009 14h56
Ora, ora, o banco americano Goldman Sachs que não conseguiu prever a crise economica que acometeu e quase levou na enxurrada de falencias a propria instituição, continua a tecer opiniões sobre a economia alheia. Agora quer prejudicar a economia brasileira com essas afirmações que tendem a criar um recuo ou tensão no dinheiro que vem sendo investido no Brasil.
Esses safados que não previram a crise global, deveriam ficar de boca fechada.
sem opinião
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