BBC Brasil
01/11/2009 - 11h28

Reino Unido quer três novos bancos a partir de ativos nacionalizados

da BBC Brasil

O governo britânico quer ver no mercado três novas instituições bancárias criadas a partir da venda de seus ativos no Royal Bank of Scotland, Lloyds Banking Group e Northern Rock, bancos que foram socorridos com recursos públicos.

O ministro britânico das Finanças, Alistair Darling, disse à BBC que as novas cadeias bancárias atuariam no varejo, dedicando-se a operações como empréstimos imobiliários e depósitos.

Para incentivar a concorrência, o governo já confirmou que as participações não seriam vendidas a grupos financeiros já existentes, mas a novos atores no mercado.

"O que queremos é garantir que tenhamos competição e escolhas para o consumidor, porque esta é a melhor maneira de garantir que tenhamos mais crédito, a um custo que as pessoas podem pagar", disse.

Especula-se que o grupo de varejo Tesco e o multisetorial Virgin estejam entre os compradores.

Analistas têm apontado também que estas operações seriam uma "oportunidade de ouro" para grupos americanos, australianos e procedentes do Oriente Médio entrarem no mercado britânico a um custo impensável há alguns anos.

O prazo para conclusão dos planos é 2015, mas Darling disse que "gostaria de ver tudo isso concluído nos próximos três a quatro anos".

Mas, ele ressalvou, os ativos só seriam vendidos "no momento e ao preço correto", para evitar uma liquidação a preço muito desfavorável.

O governo do Reino Unido detém 43% do Lloyds, 70% do RBS e 100% do Northern Rock, e já anunciou que dividirá o Northern Rock em duas partes até o fim do ano, com a finalidade de vender a "parte boa" dentro de três ou quatro anos.

'Mercado fortalecido'

Ao longo do último ano, o RBS, o Lloyds e o Northern Rock receberam uma substancial ajuda financeira dos cofres públicos.

Agora, as autoridades reguladoras querem evitar que as entidades saiam na frente de outras por conta desse socorro estatal.

A idéia é criar um ambiente de negócios mais conveniente para os consumidores, recuperar o dinheiro pago pelos contribuintes e fortalecer a concorrência dentro do mercado de empréstimos imobiliários.

Mas antes o governo precisa da aprovação da comissária europeia de concorrência, Neelie Kroes, que está negociando com os ministros dos países europeus uma estratégia para reduzir o papel dos Estados nos bancos.

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
sem opinião
avalie fechar
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Quem lê a FSP, em especial, sempre acredita que o Brasil está a véspera de quebrar, como na época do FHC (PSDB). Mas o país continua crescendo cada vêz mais e distribuindo riqueza.
Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
sem opinião
avalie fechar
É aí que mora o perigo! Esses ricos do petróleo, fonte que começa a "secar", não só pelo seu esgotamento em sí, mas pela urgente necessidade de mudança da matriz energética, hoje e sempre, a maior vilã contra a natureza. Esses povos, acostumaram-se a nadar nababescamente no óleo negro, que se transformou em ouro, mais pelos seus marajás das mil e uma noites, pensando que certamente isso duraria eternamente, como os seus reinados. Mas, nada é para sempre e quando começar a ruir, "sai de perto", como diz o refrão popular e esteja a mil e uma noites de distância, porque nem Alá, Maomé ou aiatolá, desatolará.
Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4321)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca