Governo interino diz que que Micheletti presidirá governo de coalizão
da BBC Brasil
O governo interino de Honduras anunciou que Roberto Micheletti permanecerá à frente da Presidência e será o líder do governo de unidade nacional, previsto para ser instalado até a meia-noite desta quinta-feira (horário local, 4h de sexta-feira em Brasília).
"Sendo que Roberto Micheletti é o presidente constitucional da República (...) corresponderia a ele liderar esse gabinete", afirmou Rafael Pinera Ponce, ex-ministro da Presidência de Micheletti, na noite de quinta-feira, na sede do governo em Tegucigalpa.
A OEA (Organização dos Estados Americanos), a ONU (Organização das Nações Unidas) e o conjunto da comunidade internacional não reconhecem o governo de Micheletti.
Para os negociadores de Zelaya, as declarações do governo interino sobre Micheletti liderar o suposto governo de coalizão "não têm sentido", segundo afirmou à BBC Brasil o ministro de governo e negociador de Zelaya, Víctor Meza.
"Isso não tem sentido nenhum para nós e mostra a má vontade desse grupo em cumprir com o acordo", afirmou Meza ao acrescentar:
"Se o Congresso não convocar uma sessão para votar a restituição do presidente (Zelaya), damos por terminado esse acordo".
Ausência
Ao ser questionado sobre a ausência do presidente deposto, Manuel Zelaya, na liderança do novo governo, Ponce disse que o acordo Tegucigalpa-San José não prevê a restituição imediata do presidente deposto à Presidência.
"É uma decisão [...] do Congresso da República, este tratado estabelece que o Congresso tem plena autoridade para tomar essa decisão", afirmou Ponce.
Repetindo a frase utilizada por Micheletti desde a deposição de Zelaya, Ponce disse que o líder interino está disposto a renunciar se o presidente eleito fizer o mesmo.
Minutos antes, o gabinete do governo interino emitiu um comunicado no qual apresentavam uma renúncia geral de todos os cargos que vinham sendo ocupados desde o dia 28 de junho, quando Zelaya foi deposto e expulso do país.
Os ministros "renunciaram aos seus cargos, que serão ocupados por representantes dos partidos políticos que participarão do processo eleitoral de 29 de novembro", diz o documento.
Ponce leu alguns nomes que poderão compor o governo de unidade e disse que Micheletti está esperando a lista que deveria ser proposta por Zelaya para finalizar o processo. Segundo Ponce, a Comissão de Verificação do Acordo estaria tentando convencer ao presidente deposto.
"Estão tentando influenciar o ânimo do senhor Zelaya e seu grupo para que essa lista venha no menor tempo possível", afirmou Ponce.
Zelaya, no entanto, rejeita aceitar a composição de um governo de unidade, sem que ele seja restituído à Presidência.
Mais cedo, em uma entrevista ao jornalista da BBC Emílio San Pedro, Zelaya afirmou que o acordo seria derrubado se os congressistas não realizarem uma votação para sua restituição dentro do prazo previsto para a formação do governo de coalizão.
Zelaya pediu ainda que Micheletti force o Congresso a realizar a votação.
Ultimato
Segundo o cronograma do acordo Tegucigalpa-San José, firmado na sexta-feira sob mediação do Departamento de Estado norte-americano - um governo de unidade nacional deveria ser estabelecido até meia-noite de quinta-feira (horário local, 4h de sexta-feira em Brasília) sob vigilância de uma Comissão de Verificação, composta por dois representantes internacionais e dois locais.
O novo impasse na implementação do acordo, no entanto, surgiu na terça-feira, quando líderes do Congresso hondurenho decidiram adiar a votação do acordo sobre a restituição do presidente deposto. Os Parlamentares argumentaram que, antes de submeter o acordo à votação no plenário, queriam ouvir a opinião da Justiça.
Para Zelaya, que interpreta que o acordo necessariamente deve levar à sua restituição, a decisão dos Congressistas é parte de uma manobra para dilatar o acordo enquanto se aproxima as eleições.
O acordo, no entanto, não precisa um prazo para que os congressistas votem sobre a restituição de Zelaya e tampouco estabelece quem deve liderar o governo de união nacional.
Eleições
Nesta quinta-feira, a Frente de Resistência Contra o Golpe em Honduras anunciou que caso Zelaya não seja restituído até a meia-noite (4h de sexta-feira em Brasília), chamará a população a não participar nas eleições do próximo dia 29 de novembro.
"Se hoje [...] mais tardar à meia-noite, não for restituído em seu cargo o presidente Manuel Zelaya, a Frente Nacional de Resistência Contra o Golpe de Estado desconhecerá o processo eleitoral", diz um comunicado.
Se a medida for efetivada, ao menos dois candidatos presidenciais, Carlos H. Reyes (independente) e César Ham (União Democrática) podem renunciar ao pleito.
A decisão foi lida por Rafael Alegria, um dos dirigentes da Resistência, em frente ao Congresso Nacional, onde milhares de pessoas se mantêm em "vigília" para pressionar o Parlamento à votar o acordo que permita o retorno de Zelaya à Presidência.
A Resistência, que protesta nas ruas desde a deposição do presidente, há 131 dias, acusa a OEA e o governo dos Estados Unidos de "cúmplices do golpe de Estado militar".
Os aliados do presidente deposto convocaram a comunidade internacional a manter a posição de "não legitimar" do processo eleitoral e do governo interino.
Brasil e a maioria dos países da América Latina afirmam que não reconhecerão o resultado das eleições, caso Zelaya não seja restituído.
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O Zé-laya dançou...
Enfia a viola no saco e vai bater na porta do Chavez ou do Morales, prá ver se eles arrumam um "empreguinho" prá você lá...
Adeus comuna demagogo sem vergonha...
Que sirva de exemplo prá toda essa cambada vermelha corrupta...
Se cuida Lulla...
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Está claro que as eleições foram um sucesso tanto de participação quanto de organização, e hoje o que falta para Honduras é tão simplesmente fazer faler suas instituições e entender que reconhecimento do Brasil não tem valor prático para eles, pois o Brasil não é parceiro comercial e a única afinadade que eles tinham com o Brasil acabou, pois era tão somente o alinhamento ideológico do presidente deposto.
Honduras precisa sim, é do reconhecimento dos EUA por ser comprador de seus produtos agrícolas e também do México por ser um ótimo mercado e estar bem próximo.
Quanto à Venezuela, o máximo que o chapolim pode fazer é enviar dólares e cartuchos de AK-47 para os grupelhos que o apoiam nessa louca aventura de tornar a América Latina uma imensa Cuba.
Cabe a Lula agora se entender com Lobo e propor a ele uma troca: Zelaya vem para o Brasil e Arruda vai para lá.
Zelaya certamente já se garantiu nos bancos suíços, da mesma forma Arruda também. Zelaya investe o que roubou aqui e Arruda investe lá o que conseguiu com seu esquema e fica tudo bem.
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