BBC Brasil
11/11/2009 - 23h27

Obama avalia envio de tropas e estratégia no Afeganistão

da BBC Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se reuniu nesta quarta-feira com sua equipe de segurança nacional para discutir uma nova estratégia no Afeganistão.

Segundo a Casa Branca, o presidente teria discutido cronogramas para quatro propostas diferentes, mas não tomou nenhuma decisão. Todas as propostas incluiriam o envio de mais tropas ao país.

De acordo com as autoridades, durante o encontro, o presidente teria dito que o compromisso dos EUA com o país deveria ter um prazo para terminar e que a governabilidade deve melhorar no Afeganistão.

Antes de participar do encontro, o chefe do Comando Conjunto Central dos EUA, David Petraeus, disse à rede de televisão CNN que o governo estaria próximo de uma decisão sobre a quantidade de tropas adicionais que serão enviadas ao território afegão.

"Acho que estamos próximos de uma decisão nesse tópico tão importante", disse o general.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, também sinalizou que a decisão deve ser breve.

"Falei com o presidente Obama e espero que ele anuncie em poucos dias quais serão seus números para o Afeganistão", disse o premiê em um discurso no Parlamento nesta quarta-feira.

Decisão

O general americano Stanley McChrystal, comandante das forças dos Estados Unidos e da Otan no Afeganistão, recomendou o envio de pelo menos 40 mil soldados para o país.

Mas, segundo as autoridades americanas, a revisão que está sendo feita sobre a estratégia dos EUA no Afeganistão envolve não apenas o número de tropas, mas como elas seriam enviadas.

Entre as questões mais importantes estaria como o governo do presidente Hamid Karzai, recentemente declarado o vencedor das disputadas eleições, pode ser confiável.

Uma fonte americana disse à BBC que qualquer que seja a decisão do presidente Obama, o foco da missão será na proteção e no treinamento em vez de matar militantes do Taleban.

Alguns críticos afirmam que a decisão sobre a estratégia no Afeganistão está demorada. Obama, no entanto, afirmou que não quer apressar uma decisão que envolve colocar tropas em risco.

Os EUA possuem cerca de 68 mil soldados no Afeganistão, contribuindo para uma força de coalizão de cerca de cem mil tropas.

Comentários dos leitores
Marcelo Moreto (205) 09/12/2009 13h36
Marcelo Moreto (205) 09/12/2009 13h36
Senhores das armas. Alimentam a fúria e acreditam fielmente que armar países pobres e sem alma lhes trarão glórias. Pobres generais, marechais, sargentos ou qualquer estrategista adiecido por uma honra que sequer existe.
Os EUA são uma mancha na história do planeta e enquanto houver documentos e pessoas para contar histórias, jamais deixarão de ser aqueles que antes de todos os outros países, alimentam a guerra, o rancor e a mentira. O universo pede paz desde que o homem aprendeu a fazer fogueira...
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Guilherme Lemmi (230) 09/12/2009 13h01
Guilherme Lemmi (230) 09/12/2009 13h01
Eduardo,
muito bom o seu último comentário, apesar de refletir uma triste realidade.
Me fez pensar em duas citações de Martin Luther King:
"A história registrará que a maior tragédia desse periodo de transição social não foi o estridente clamor das pessoas más, mas o silêncio amedrontador das pessoas boas."
"Todo homem deve decidir se andará no caminho iluminado do altruísmo criativo ou nas trevas do egoísmo destrutivo"
É isso ai, força aos Guerreiros da Luz!
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carmem santos (36) 09/12/2009 07h37
carmem santos (36) 09/12/2009 07h37
Ao sr. sergio dávila,que mundo se dar a um pais que elege um homem que nem sua prapria língua sabe falar. esse pais chado de brasil ele é quinto mundo o homem só fala o que deve que cultura tem ele a cultura de um quinto mundo.....ele é a nossa vergonha..... sem opinião
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