BBC Brasil
12/11/2009 - 12h00

Brasil cairá de 12º para 14º entre mercados de construção até 2020

da BBC Brasil

A indústria da construção no Brasil deve crescer 6,5% entre 2009 e 2014 e 3,4% de 2014 a 2020, segundo a pesquisa "Perspectivas para a Construção Global 2020", lançada hoje pela Universidade de Oxford. A expansão deve ser impulsionada pela Copa de 2014, pelos Jogos Olímpicos de 2016 e por programas de incentivo à construção residencial.

No entanto, o país deve cair da 12ª para a 14ª posição entre os maiores mercados de construção do mundo até 2020. O crescimento projetado para o setor no Brasil está bem abaixo da média mundial, que deve atingir 70% na próxima década. Entre os países emergentes, a alta deve ser de 110%, mais de três vezes o esperado para os países desenvolvidos.

Na China, o crescimento projetado é de 130%. Segundo o estudo, a país vai ultrapassar os Estados Unidos como maior mercado de construção até 2018, atingindo participação de 19,1% do mercado global. A Índia deve passar da 9ª para a 3ª colocação no ranking até 2020.

No Oriente Médio e África, espera-se expansão de 80%, com destaque para a Nigéria, que será o país com alta mais acelerada no setor de construção do mundo, na avaliação dos pesquisadores.

O nível de crescimento do setor nos países pesquisados na América Latina --Brasil, Argentina, México e Colômbia-- deve ser o mais baixo entre os mercados emergentes incluídos no estudo. Nenhuma nação da América Latina estará no ranking dos 10 países com maior crescimento na próxima década.

De acordo com um dos consultores da pesquisa, Mike Betts, Diretor-executivo e analista de construção global do JP Morgan, os países da América Latina serão superados por outros como China, Índia, Vietnã, Turquia e Polônia.

O desafio da indústria de construção no Brasil, segundo ele, é "como lidar com os elevados gastos públicos nos investimento para os Jogos Olímpicos e a possibilidade de desaceleração da economia a partir de 2014, o que reduziria o volume de recursos destinados à infraestrutura até 2020."

O setor de construção mundial só deve voltar a crescer em 2011, devido à crise econômica, cujos efeitos atingiram proporções épicas, segundo os pesquisadores. Hoje o valor estimado do mercado de construção é de US$ 7,5 trilhões (R$ 12,9 trilhões). Em 2020, a cifra deve atingir US$ 12,7 trilhões (R$ 21,9 trilhões).

Mike Betts acredita que uma mudança drástica na importância dos mercados emergentes se aproxima: "Nós prevemos taxas de crescimento surpreendentes para China e Índia nos próximos dez anos", disse.

Entre os países desenvolvidos, a maior taxa de crescimento deve ser registrada nos Estados Unidos, principalmente entre 2011 e 2013. O setor de construção residencial americano deve crescer 60% entre 2009 e 2014, apesar dos efeitos da crise dos financiamentos imobiliários. O menor crescimento entre os países desenvolvidos deve ser o do Japão.

A pesquisa foi realizada em 35 países, que representam mais de 85% do PIB mundial.

Comentários dos leitores
celso assis (71) 28/11/2009 15h24
celso assis (71) 28/11/2009 15h24
PERGUNTAR NÃO OFENDE: O DUBAI É HOJE O QUE OS EUA FORAM ONTEM E O QUE O BRASIL SERÁ AMANHÃ?
É O QUE DA O CRESCIMENTO BASEADO EM FINANCIAMENTOS AO CONSUMO (AINDA PARA A PRODUÇÃO DÁ PARA ENTENDER)
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (63) 28/11/2009 15h16
Olmir Antonio de Oliveira (63) 28/11/2009 15h16
Boa iniciativa para ativar o comércio, pena que muitos itens de eletroeletrônicos e até outros bens duraveis, "automoveis, motos"possuem um custo alto para o consumidor brasileiro, que tem poder aquisitivo pequeno, por diversas razões, salários cheios de custos e encargos (cheio de vales, e o trabalhador cada vez mais dependentes deles.....), impostos de toda ordem e sorte, e quem nem sempre são bem aplicados no bem comum, muitos casos servindo de benefício e até "farra" de politicos, e indo até a má utilização e projetos não bem elaborados e ou de real útlidade. Os produtores também sofrem penalizações diversas, altas taxas juros, e ou pouco crédito, impostos em números de dezenas, burocracia, infraextrutura que precisa ser melhorada, estradas construidas com recursos de impostos e agora pedagiadas, não se vê unidades destas construidas especialmente para tal fim, como alternativa e não com fim unico. è de se considerar que ainda existem empresarios de boa fé e ou por oportunismo ainda penalizam o consumidor brasileiro, praticando preços vultosos. No atual cenário é muito valido que o frabricante sugira um preço final para o consumidor (exemplifico os sugeridos por determindos fabricantes de bebidas, águas e ou até de renomados fabricantes de eletrônicos), (a exemplo do revendedor de bebida, que posui margem que supera os valores de fabrico e lógistica....e só desprender de recursos após o repasse ao consumidor)........ sem opinião
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Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h52
Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h52
FHC: foi um diplomata pacífico, mas fazia viagens internacionais para fazer visitas oficiais sem aumento de laços econômicos nem melhorou a imagem do país
LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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