Cadela pescadora e galo nadador ficam famosos em sítio mineiro
da Folha Online
Paluza já é conhecida em Cláudio, cidade de Minas Gerais. Basta seu dono pedir e a cadela vai ao lago buscar um peixe. Com cuidado, para não atrapalhar a natação do galo Zué, marido da marreca Rebeca.
| Arquivo pessoal |
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| Cadela Paluza aprendeu a pescar três anos atrás no lago do sítio de Joaquim Lúcio da Silva, na cidade de Cláudio, em Minas Gerais |
No sítio de Joaquim Lúcio da Silva, 47, a bicharada inventa o que fazer.
A malhada Paluza, 7, aprendeu a pescar há cerca de três anos. Mas quem inventou primeiro foi Joaquim: para atrair os peixes, ele começou a jogar ração no lago que fica dentro de sua propriedade.
Com essa tática, os peixes se aproximavam --e Paluza também.
No início de sua "carreira", a cadela pegava uma piabinha aqui, outra ali, que comia na hora mesmo --pequenas, elas não resistiam à mandíbula da mascote do sítio. Depois, Paluza passou para conquistas maiores (tilápias e surubins, garante Silva), que entregava nas mãos do dono. Agora, já dominando a arte da pesca, até dispensa a ração em algumas ocasiões.
| Arquivo pessoal |
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| Galo Zué nada com sua companheira, a marreca Rebeca, no sítio mineiro; ele disputou o coração de sua amada com um peru |
Para facilitar o preparo das refeições, a cadela leva o peixe --vivo-- à cozinha. E sua participação não pára aí. Quando Silva sai à noite para pescar traíras, a cadela também está presente. "Ela ajuda a colocar os peixes dentro do barco", conta ele.
Entre os surubins desavisados e tilápias distraídas do lago, de vez em quando aparece o galo Zué, de um ano e meio. Ele gosta de nadar com sua amada, a marreca Rebeca, 3, que conquistou definitivamente após o fim de um triângulo amoroso.
A história começou com uma morte. Rebeca, dona de uma bela plumagem acinzentada com colar branco, enviuvou há mais de um ano. Na falta de outro marreco à altura, amigou-se com um peru que adorava namorá-la.
Mas então chegou Zué.
Ainda novo, ele mostrou à marreca que a acompanharia até dentro do lago. Aprendeu a nadar e, desde então, não a deixa sozinha um segundo sequer. O peru perdeu.
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