Equilíbrio
14/08/2008 - 10h42

Cães dominam a cena em filmes; vote na enquete

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da Folha Online

Lá se vão quase 70 anos desde que Totó olhou para Dorothy com um ar de "o que você está dizendo?". "O Mágico de Oz" (1939) foi um marco na história do "cinema canino". Mas muitas outras estrelas apareceram nas telas desde então.

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Dorothy (Judy Garland) e seu inseparável Totó marcaram a história do cinema com o longa-metragem "O Mágico de Oz", de 1939
Dorothy (Judy Garland) e seu inseparável Totó marcaram a história do cinema com o longa-metragem "O Mágico de Oz", de 1939

Lassie e suas carreiras campo afora, Benji com seu olhar quase humano, a valentia de Rin Tin Tin, Buddy com suas enterradas no basquete e Beethoven e sua baba chacoalhando pela casa inteira são alguns dos mais famosos cães da história do cinema. Sem contar os "desenhados", como o divertido Scooby-Doo, o prestativo Ideiafix (parceiro de Asterix) e Milu, eterna companhia de Tintin.

A cadelinha da raça cairn terrier que antes do sucesso de "O Mágico de Oz" se chamava Terry tinha seis anos quando trabalhou com Judy Garland. Chegou a quebrar uma patinha nas filmagens, mas se recuperou bem e acumulou dez produções em sua filmografia. "Totó, acho que não estamos mais no Kansas" tornou-se uma frase mundialmente conhecida.

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O agente Frank tirou o agente Jay (Will Smith) do sério em "Homens de Preto 2" (2002)
O agente Frank tirou o agente Jay (Will Smith) do sério em "Homens de Preto 2" (2002)

Outros começaram com uma participação modesta e ganharam destaque, como o pug de "Homens de Preto" (1997) e sua continuação, lançada em 2002. O animal "representou" o agente Frank, parceiro do agente Jay (Will Smith) na missão de trazer Kay (Tommy Lee Jones) de volta à ativa. Frank ficou imortalizado com sua versão de "I Will Survive", cantada na janela do carro guiado por Smith.

O ator também teve uma parceria canina marcante em "Eu Sou a Lenda" (2007), no qual passa boa parte do tempo na companhia de Samantha, ou simplesmente Sam. Ao fim das filmagens, Smith estava tão ligado à amiga peluda que tentou adotá-la, mas o treinador da cadela, da raça pastor alemão, não permitiu.

Em muitas décadas, rolos e bytes de cinema, alguns personagens de quatro patas conviveram com humanos não exatamente apaixonados por cães. Foi o caso de Verdell, o griffon de Bruxelas de "Melhor Impossível" (1997). Ok, Melvin (Jack Nicholson) não gostava de nada de um modo geral, e naturalmente não iria simpatizar com o cão do vizinho assim, de imediato.

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Lucky (à dir.) é o vira-lata de "Dr. Doolitle", com o ator Eddie Murphy
Lucky (à dir.) é o vira-lata de "Dr. Doolitle", com o ator Eddie Murphy

E o que dizer de Puffy, o border terrier de "Quem Vai Ficar com Mary?"? O cão foi eletrocutado, dopado e engessado --de mentira, claro-- no longa com Cameron Diaz. Sua briga com Ted (Ben Stiller) até rendeu um prêmio no MTV Movie Awards de 1999.

Outros tiveram a sorte de receber muito mimo e atenção de seus donos fictícios. Em 1994, a raça jack russell terrier ganhou muitos fãs com "O Máskara". Milo, cão de Stanley (Jim Carrey), imitou seu dono e também vestiu o misterioso artefato transformador.

No mundo cinematográfico, os vira-latas também têm vez. Eles foram muito bem representados por Lucky em "Dr. Dolittle" (1998). Entre muitas frases memoráveis, o SRD (sem raça definida) falastrão e um pouco rabugento conta como era malvisto pelos humanos: "Uma vez, uma garotinha [que queria um cão] disse: 'Por favor, mãe, ele não...'".

A Folha Online selecionou algumas das melhores cenas do cinema canino. Qual é a sua preferida? Vote na enquete!

 

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