Águias pescadoras trocam peixe por ovelha e irritam escoceses
da Reuters, em Londres
Criadores de ovelhas no noroeste da Escócia estão furiosos com o programa de reintrodução da águia-rabalva. Eles afirmam que as enormes aves de rapina estão causando prejuízo em seus rebanhos. No ano passado, segundo os criadores, elas mataram 200 animais.
| Divulgação |
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| Águia-rabalva (Haliaeetus albicilla) pode medir até 2,4 metros de uma asa a outra |
As águias têm uma envergadura de até 2,4 metros e podem pesar 8 kg na fase adulta. São as maiores aves de rapina do Reino Unido.
A Scottish Crofting Foundation, entidade que reúne os criadores no país, afirma que algumas pequenas fazendas de criação de ovelha têm visto seus rebanhos diminuírem por conta da alimentação das águias --que comem peixes, mas também mamíferos.
"Chegamos ao ponto de perdermos, em toda a península, cerca de 200 ovelhas, e creditamos isso exclusivamente às aves", diz William Fraser, da fundação. "Em poucos anos, não haverá mais animais nas colinas", continua Fraser, que tem uma criação com 150 animais. Três casais de águias para procriação vivem em Gairloch, onde fica a propriedade dele.
Grupos de conservação iniciaram gradualmente a reintrodução das águias-rabalvas em regiões escocesas a partir de 1975. A ave foi considerada extinta no início do século 20.
A Royal Society for the Protection of Birds (RSPB, Sociedade Real de Proteção aos Pássaros) afirma que o programa é um excelente exemplo de sucesso na conservação de espécies. A entidade, ao lado das parceiras Scottish Natural Heritage e Forestry Commission of Scotland, dizem que os números apresentados pelos criadores não correspondem à realidade.
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