Discriminado, porco que foi "enquadrado" volta a ser exibido em zoo
da Folha Online
A culpa não era dele, mas isso não impediu este inocente de ir para o "xadrez".
Khanzir, porco do zoológico de Cabul, no Afeganistão, ficou dois meses afastado do público devido aos temores (infundados) provocados pela gripe A (H1N1), que ficou conhecida como gripe suína. O país não tem casos registrados da doença.
| Hamid Sayedi/Reuters |
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| Em meio a polêmica, porco do zoológico de Cabul, capital do Afeganistão, ficou dois meses longe da vista do público |
Depois dessa "quarentena", determinada após queixas dos visitantes, o animal voltou à área de exibição do parque, informa a agência de notícias Reuters. Vale lembrar que o porco é uma raridade no país islâmico, uma vez que os muçulmanos proíbem o consumo da carne do animal.
"O público não compreendia que a doença é transmissível entre humanos", afirmou Aziz Gul Saqib, gerente do zoo. Passada a fase mais alarmista, Khanzir foi então liberado.
Os visitantes, porém, não parecem muito felizes com esse retorno. Um adolescente de 17 anos cobriu o rosto ao ver o porco se enlamear em seu recinto. "É um porco. É a coisa mais imunda, e pode me passar uma doença", afirmou o jovem, que não se identificou à agência.
Outro visitante afirmou que o animal proibido sequer deveria estar no zoológico. "Não deveríamos estar olhando para ele."
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