31/07/2001
-
10h42
da Folha Online, em Brasília
A ex-diretora do Prodasen (Centro de Processamento de Dados do Senado) Regina Borges poderá ser demitida do órgão três meses antes de se aposentar.
A decisão sobre a punição a ela e a outros três funcionários do Prodasen - envolvidos na violação do painel eletrônico do Senado - deverá ser anunciada pelo primeiro secretário do Senado, Carlos Wilson (PPS-PE), na próxima quinta-feira (2 de agosto).
O presidente interino da Casa, Edison Lobão (PFL-MA), já afirmou que Wilson tem autonomia para concluir o processo administrativo sobre o caso. O relatório da comissão de inquérito que investigou a participação dos funcionários na quebra de sigilo do painel chegou às mãos de Wilson e de Lobão, indicando que eles desobedeceram o artigo 116 do Regime Jurídico Único para os servidores públicos.
Wilson aconselhará a demissão ou uma advertência por escrito aos funcionários. No caso de exoneração, a decisão será submetida ainda a Mesa Diretora do Senado, devendo ser aprovada pela maioria de seus membros.
Além de Regina (que, como apurou a Folha Online, recebe quase R$ 7.000 por mês), estão envolvidos seu marido, Ivar Alves Ferreira, e os técnicos Heitor Ledur e Hermínio Nóbrega. Se Regina Borges for demitida por justa causa, não poderá mais voltar ao serviço público.
O ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que renunciou no primeiro semestre, é acusado de ser o mandante da violação do painel para retirar a lista de votação da sessão secreta que cassou o mandato de Luiz Estevão, realizada em 28 de junho de 2000.
A ordem teria sido repassada a Regina pelo ex-senador José Roberto Arruda (DF), que também renunciou ao cargo, a pedido de ACM. De Regina, a ordem chegou aos seus subordinados na época.
O inquérito contra os senadores foi arquivado no dia 11 de julho pela Polícia Federal.
Ex-diretora pode ser demitida três meses antes de aposentadoria
Publicidade
RICARDO MIGNONEda Folha Online, em Brasília
A ex-diretora do Prodasen (Centro de Processamento de Dados do Senado) Regina Borges poderá ser demitida do órgão três meses antes de se aposentar.
A decisão sobre a punição a ela e a outros três funcionários do Prodasen - envolvidos na violação do painel eletrônico do Senado - deverá ser anunciada pelo primeiro secretário do Senado, Carlos Wilson (PPS-PE), na próxima quinta-feira (2 de agosto).
O presidente interino da Casa, Edison Lobão (PFL-MA), já afirmou que Wilson tem autonomia para concluir o processo administrativo sobre o caso. O relatório da comissão de inquérito que investigou a participação dos funcionários na quebra de sigilo do painel chegou às mãos de Wilson e de Lobão, indicando que eles desobedeceram o artigo 116 do Regime Jurídico Único para os servidores públicos.
Wilson aconselhará a demissão ou uma advertência por escrito aos funcionários. No caso de exoneração, a decisão será submetida ainda a Mesa Diretora do Senado, devendo ser aprovada pela maioria de seus membros.
Além de Regina (que, como apurou a Folha Online, recebe quase R$ 7.000 por mês), estão envolvidos seu marido, Ivar Alves Ferreira, e os técnicos Heitor Ledur e Hermínio Nóbrega. Se Regina Borges for demitida por justa causa, não poderá mais voltar ao serviço público.
O ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que renunciou no primeiro semestre, é acusado de ser o mandante da violação do painel para retirar a lista de votação da sessão secreta que cassou o mandato de Luiz Estevão, realizada em 28 de junho de 2000.
A ordem teria sido repassada a Regina pelo ex-senador José Roberto Arruda (DF), que também renunciou ao cargo, a pedido de ACM. De Regina, a ordem chegou aos seus subordinados na época.
O inquérito contra os senadores foi arquivado no dia 11 de julho pela Polícia Federal.

