23/10/2001
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19h35
da Folha Online, no Rio de Janeiro
O presidente Fernando Henrique Cardoso disse que a guerra ao terrorismo vai mudar a política ambiental dos países desenvolvidos em relação aos países em desenvolvimento. "O fato é que, mesmo de uma maneira talvez inesperada e bem trágica, países que não deram tanta atenção a estes problemas agora percebem com mais força a necessidade de uma globalização solidária, porque estão face a um inimigo que e é o terrorismo e que não ponde ser vencido no isolamento", disse FHC.
O presidente referia-se especificamente às negociações para a implantação dos compromissos firmados pela comunidade internacional durante a assinatura do protocolo de Kyoto. Neste ano, o presidente dos EUA, George W. Bush, disse que seu país não iria mais cumprir as determinações do protocolo por entender que as medidas eram contrárias aos interesses norte-americanos.
Para Fernando Henrique, o cenário internacional após os atentados de 11 de Setembro, pode permitir que os países em desenvolvimento consigam benefícios e mecanismos compensatórios relativos às questões climáticas.
FHC acredita que no próximo encontro sobre o aquecimento global e emissão de gases poluentes, que acontece em Marrakesh em 2002, estas questões poderão estar melhor equacionadas.
Desenvolvimento sustentado
Fernando Henrique também defendeu que o desenvolvimento sustentável tem que ter os custos divididos entre todos os países. "Há uma percepção de que não cabe o pagamento de ônus da sustentabilidade se faça recaindo sobre os que hoje estão em desenvolvimento".
Segundo ele, essa percepção é um sinal da necessidade de um ajuste entre os países que "já gastaram muito dos recursos do meio-ambiente de forma predatória e aqueles que precisam desenvolver-se".
O presidente participou da reunião regional preparatória da América Latina e do Caribe para a Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentado, que acontece em setembro de 2002, em Johannesburgo, na África do Sul.
FHC prevê mudança na política mundial sobre questões ambientais
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ANA PAULA GRABOISda Folha Online, no Rio de Janeiro
O presidente Fernando Henrique Cardoso disse que a guerra ao terrorismo vai mudar a política ambiental dos países desenvolvidos em relação aos países em desenvolvimento. "O fato é que, mesmo de uma maneira talvez inesperada e bem trágica, países que não deram tanta atenção a estes problemas agora percebem com mais força a necessidade de uma globalização solidária, porque estão face a um inimigo que e é o terrorismo e que não ponde ser vencido no isolamento", disse FHC.
O presidente referia-se especificamente às negociações para a implantação dos compromissos firmados pela comunidade internacional durante a assinatura do protocolo de Kyoto. Neste ano, o presidente dos EUA, George W. Bush, disse que seu país não iria mais cumprir as determinações do protocolo por entender que as medidas eram contrárias aos interesses norte-americanos.
Para Fernando Henrique, o cenário internacional após os atentados de 11 de Setembro, pode permitir que os países em desenvolvimento consigam benefícios e mecanismos compensatórios relativos às questões climáticas.
FHC acredita que no próximo encontro sobre o aquecimento global e emissão de gases poluentes, que acontece em Marrakesh em 2002, estas questões poderão estar melhor equacionadas.
Desenvolvimento sustentado
Fernando Henrique também defendeu que o desenvolvimento sustentável tem que ter os custos divididos entre todos os países. "Há uma percepção de que não cabe o pagamento de ônus da sustentabilidade se faça recaindo sobre os que hoje estão em desenvolvimento".
Segundo ele, essa percepção é um sinal da necessidade de um ajuste entre os países que "já gastaram muito dos recursos do meio-ambiente de forma predatória e aqueles que precisam desenvolver-se".
O presidente participou da reunião regional preparatória da América Latina e do Caribe para a Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentado, que acontece em setembro de 2002, em Johannesburgo, na África do Sul.

