Brasil
02/11/2001 - 06h50

Funcionárias da Vigilância são afastadas

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da Folha de S.Paulo, em Brasília

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afastou temporariamente de seus cargos quatro funcionárias durante investigação que apura ligações de servidores com empresas de consultoria e despachantes.

A apuração começou após a denúncia de ligação entre Debora Alves, ex-secretária do presidente da Anvisa, Gonçalo Vecina, e o lobista Alexandre Paes dos Santos. Elas foram afastadas por ter familiares ou ligações com empresas que atuam na Anvisa em nome de fabricantes de cosméticos e medicamentos.

A Anvisa tem entre suas atribuições a responsabilidade de autorizar o registro de remédios. A assessoria da agência informou que uma das afastadas é também secretária de Vecina. Ela teria indicado sua irmã para acompanhar os processos de registro de produtos de um laboratório.

Outra está ligada à Gerência de Medicamentos e possivelmente não só teria acesso aos processos como pode ser uma funcionária técnica responsável pela análise e aprovação dos pedidos de registro.

A apuração na Anvisa, que tem cerca de 1.800 funcionários, continua. As quatro continuarão trabalhando durante as investigações, mas em serviços administrativos, onde não terão acesso aos processos de registro de produtos. As quatro são funcionárias públicas concursadas, provavelmente do Ministério da Saúde e cedidas à agência após sua criação. Por isso , não podem ser despedidas ou enviadas a outros órgãos do governo.

Não é o caso de Debora Alves, que era contratada provisoriamente e foi afastada no dia 22, depois que a Folha revelou que seu nome e número de conta bancária estavam na agenda de APS, apreendida pela PF. Em depoimento à PF, Debora negou conhecer o lobista e disse não saber por que o número de sua conta bancária estava na agenda dele.

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