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Brasil
20/02/2002 - 08h10

Advogado de Jader diz que uso de algema é "humilhante"

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da Folha de S.Paulo

Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, um dos advogados do ex-senador Jader Barbalho, afirmou ontem que o uso de algemas é "vexatório" e "humilhante".

Para Mariz de Oliveira, que foi secretário da Segurança Pública e da Justiça de São Paulo e presidente da OAB/ SP, as algemas só poderiam ser usadas nos casos em que o preso esboçasse agressão ou reação à prisão.

"Quando o sujeito não é bandido e aceita a voz de prisão, a utilização das algemas passa a ser uma agressão", disse Mariz de Oliveira. "Bandido", na opinião do advogado de Jader, pode ser uma pessoa que já fugiu da polícia várias vezes.

Para o advogado, cabe ao policial que cumpre o mandado de prisão discernir os casos em que as algemas são necessárias, já que o uso delas não é regulamentado.

"[O uso] é um critério subjetivo da polícia. Autoridades com uma visão mais realista não usam algemas [nos presos]", disse Mariz de Oliveira. "Se vou à sua casa e você me acompanha, não há sentido em algemá-lo."

Para ele, se o acusado não esboça reação, as algemas não deveriam ser utilizadas, independentemente da condição social da pessoa.

"Para que algemar? Para dar satisfação ao público e à imprensa?", indagou o advogado, que criticou também a decretação da prisão preventiva de Jader.

"O combate ao crime precisa ser dosado, se não vira uma barbárie", disse.

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