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Brasil
28/05/2007 - 16h41

Dilma nega ter negociado com Renan liberação de recursos para Alagoas

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VALDO CRUZ
da Folha de S.Paulo, em Brasília

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) disse hoje que não negociou com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), nem a liberação de recursos nem a inclusão da obra da barragem do Pratagy, em Alagoas, no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

"O Renan [Calheiros] não apareceu aqui para pedir isso. A bem da verdade, ele não falou nada disso comigo", afirmou a ministra Dilma. Em seguida, acrescentou que "ninguém me pediu nada sobre isso [inclusão ou liberação de verbas para a barragem de Pratagy]".

Gerente do PAC, Dilma informou que desde agosto do ano passado nenhuma verba é liberada para a obra. "Primeiro, se estivessem pressionando, estavam pressionando a pessoa errada. Quem libera é o Tesouro Nacional. Então, eles tinham que ter pressionado o ministro Guido Mantega [Fazenda]."

Segundo, acrescentou que, como o Estado de Alagoas está inadimplente com o governo federal, ele não pode receber nenhuma verba. A ministra informou que no ano passado foram liberados R$ 30 milhões, em duas parcelas --uma de R$ 15 milhões em fevereiro e outra, no mesmo valor, em julho. Ficaram de restos a pagar R$ 40 milhões, mas que o Estado está impossibilitado de receber por estar inadimplente.

A ministra reclamou do que considera um "ilação" tirada de um grampo telefônico da Polícia Federal. "Tem de tomar cuidado, porque o grampo, apesar de ser um instrumento importante da investigação, não pode ser considerado uma prova, é preciso checar antes."

Reportagem publicada hoje pela Folha cita conversas de dois ex-funcionários de Alagoas, nas quais dizem que o senador Renan vai pressionar a ministra a liberar verbas e incluir a obra de Pratagy no PAC.

"O texto passa a impressão de que eles pressionaram e o valor das obras do Pratagy subiu de R$ 70 milhões para R$ 120 milhões depois da suposta pressão, em março desse ano. Só que desde o lançamento do PAC, em janeiro, o valor já era de R$ 120 milhões. Então não dá para dizer isso."

 

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