Brasil
28/05/2007 - 17h16

Cúpula do PMDB vai ao Senado para prestar solidariedade a Renan

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Ao contrário das tradicionais segundas-feiras, quando poucos senadores comparecem ao plenário do Senado Federal para sessões não-deliberativas (sem votações), hoje praticamente todas as cadeiras foram ocupadas por deputados, senadores e ministros atentos ao discurso do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Renan foi à tribuna apresentar sua defesa nas denúncias de que teria recebido dinheiro da construtora Mendes Júnior para pagar parte de suas despesas pessoais.

Os parlamentares ficaram em silêncio nos 24 minutos do discurso de Renan. Visivelmente constrangidos --já que o presidente do Senado pediu perdão à sua família pelo suposto pagamento do aluguel e da pensão de Mônica Veloso, com quem Renan tem uma filha fora do casamento--, os senadores o aplaudiram de forma tímida.

A cúpula do PMDB foi em peso ao plenário do Senado prestar solidariedade: o presidente do partido, Michel Temer (PMDB-SP), os líderes na Câmara e no Senado, Henrique Eduardo Alves (RN) e Valdir Raupp (RO), além do ministro Hélio Costa (Comunicações).

Mulher

A mulher de Renan, Verônica Calheiros, também assistiu do plenário do Senado o discurso do senador. Renan agradeceu a presença da mulher, mesmo ao afirmar que ela compareceu por sua espontânea vontade. "A presença dela aqui é decisão dela, mesmo diante do meu pedido [para não se expor]. Na presença da Verônica, peço desculpas a ela, meus filhos e família", afirmou.

Renan fez duras críticas ao que chamou de "invasão" de sua privacidade. Segundo o senador, as denúncias publicadas pela revista "Veja" são de seu foro íntimo ao justificar que nunca utilizou recursos da construtora para pagar a pensão à jornalista.

"Não misturo público com privado. Não tenho nenhuma relação com a construtora Mendes Júnior. São especulações sórdidas. Lamento o constrangimento que estou causando aos senadores."

Emocionado, Renan quase chegou às lágrimas ao pedir perdão à sua esposa. O senador utilizou expressões como "calúnia" e "teatro de absurdos" ao negar qualquer envolvimento com a construtora.

 

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