STJ encerra depoimentos e mantém a prisão de cinco acusados
da Folha Online
A ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Eliana Calmon, ouviu nesta segunda-feira (28) os depoimentos de mais cinco pessoas ligadas à Gautama, construtora suspeita de liderar a suposta máfia que fraudava licitações para a realização de obras públicas.
Depuseram Tereza Freire Lima, funcionária da construtora; Rodolpho de Albuquerque Soares de Veras, filho de Zuleido Veras (dono da Gautama); o administrador Henrique Garcia; Gil Jacó Carvalho Santos, diretor financeiro da construtora e, por último, Abelardo Sampaio Lopes Filho, também diretor da Gautama. Com exceção de Lopes Filho, os demais acusados tiveram o decreto de prisão revogado após os depoimentos.
Depois de sete dias de depoimentos dos supostos envolvidos no esquema de fraudes de licitações públicas que foram presos durante a Operação Navalha, da Polícia Federal, a ministra Eliana Calmon ouviu mais cinco pessoas ontem.
O decreto de prisão de cinco suspeitos foi mantido pela juíza: o de Zuleido Veras, proprietário da Gautama; o de Maria de Fátima Palmeira e de Vicente Coni, diretores da Gautama; o decreto de João Manoel Barros, funcionário da empresa, e o de Abelardo Sampaio Lopes Filho.
Sobre o depoimento de Tereza, a ministra disse que ela mentiu e omitiu informações. Mas que mesmo assim iria revogar sua prisão por considerar que "a funcionária não oferece risco para a coleta de provas da Operação Navalha".
Alguns acusados foram soltos antes de depor, como o deputado distrital Pedro Passos (PMDB). Outros se recusaram a depor e foram soltos posteriormente pelo STF (Supremo Tribunal Federal), como os sobrinhos de Jackson Lago (PDT), governador do Maranhão, Francisco de Paula Lima Júnior e Alexandre Maia Lago.
Com Gil Jacó Carvalho Santos, já chega a 43 o número de acusados que foram soltos pelo STJ ou por habeas corpus concedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
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