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Brasil
29/05/2007 - 18h17

Senadores da base e da oposição prestam solidariedade a Renan

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Senadores do governo e da oposição prestaram solidariedade hoje ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acusado de usar recursos da empreiteira Mendes Júnior para o pagamento de parte de suas despesas pessoais. O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) disse, no plenário do Senado, que não defenderá o afastamento de Renan da presidência.

"A pergunta é: haveria razão para se tomar qualquer passo mais radical em relação à Vossa Excelência? Eu digo que não tenho como, a esta altura, por um mero movimento de passar como o bom-moço diante de uma opinião pública que está assustada com tantos casos de corrupção neste país, castrar o meu próprio mandato e fazer o que é o caminho mais fácil", afirmou.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) também saiu em defesa de Renan no plenário. Segundo Suplicy, a bancada do PT vai aguardar novos esclarecimentos do senador antes de se manifestar sobre as denúncias.

"Considero muito importante que haja essa oportunidade de esclarecimento completo dos episódios. Eu disse aos meus companheiros de bancada que precisamos aguardar a oportunidade de esclarecimento completo."

Da tribuna do Senado, Renan disse que não haverá "em momento algum surpresa alguma" no que diz respeito às suas explicações. "Sou responsável por todos os meus atos e, em qualquer momento que for necessário, demonstrarei que estarei sempre aqui, à altura da dignidade que este cargo exige", disse.

Documentos

O senador Jefferson Peres (PDT-AM) defendeu hoje o afastamento de Renan até que as investigações sobre as denúncias estejam concluídas. O senador alega que Renan não apresentou todas as provas de que teria pago com seus próprios recursos pensão de R$ 8.000 à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento.

Renan comprovou, apenas, que descontava de seu contracheque R$ 3.000 para a pensão à jornalista a partir de fevereiro de 2006. Antes desse período, no entanto, o senador não apresentou provas que demonstrem de onde saíram os recursos para o pagamento da pensão.

 

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