Aliado de Renan preside Conselho de Ética do Senado; vice fica com oposição
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Um acordo entre a base e a oposição permitiu que a presidência do Conselho de Ética do Senado ficasse com Sibá Machado (PT-AC), aliado do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). A chapa --que recebeu 15 votos favoráveis-- colocou Adelmir Santana (DEM-DF) na vice-presidência do Conselho de Ética.
Inicialmente, o bloco PT-PMDB queria que o vice fosse Wellington Salgado (PMDB-MG). Mas os integrantes do Democratas reivindicaram o posto. O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) disse que o partido tinha direito a ficar com a vice-presidência por ter uma das maiores bancadas do Senado.
A chapa Sibá-Adelmir recebeu um voto em branco para a presidência, mas favorável à nomeação do senador do Democratas.
Essa foi a primeira reunião do Conselho de Ética da atual legislatura. Em reunião realizada ontem, o PT decidiu que Sibá iria representar o partido na disputa pelo comando do Conselho de Ética. Durante a reunião, os petistas decidiram que o partido não irá se manifestar, inicialmente, sobre a representação encaminhada pelo PSOL contra Renan sobre a acusação da empreiteira Mendes Júnior ter pago o aluguel e pensão da jornalista Mônica Veloso --com quem o presidente do Senado tem uma filha.
O presidente do Conselho de Ética do Senado poderá arquivar ou despachar sobre o caso Renan, se o corregedor-geral da Casa, Romeu Tuma (DEM-SP), decidir que há elementos para instaurar processo contra ele.
O corregedor disse, porém, que os integrantes do conselho têm autonomia para rejeitar a decisão do presidente do órgão. "Os membros poderão rejeitar a decisão dele e apresentar outra proposta. Acredito que poderá pedir para aguardar um pouco mais."
Tuma disse que a corregedoria quer ouvir o depoimento do jornalista da revista "Veja" responsável pela denúncia contra Renan, o lobista da Mendes Júnior Cláudio Gontijo, além do advogado da jornalista Mônica Veloso.
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