Walfrido diz que PF é livre mas não pode condenar Vavá previamente
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, defendeu hoje a ação da Polícia Federal, que realizou busca e apreensão na casa de Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A busca foi realizada dentro dos mandados cumpridos pela Operação Xeque-Mate.
Walfrido disse que a PF tem liberdade para investigar qualquer pessoa. "A operação é livre. É acompanhada pelo Ministério Público", comentou.
Walfrido ressaltou ainda que diante da lei todos são iguais. "Nós somos cidadãos comuns perante a lei", disse.
O ministro advertiu que as primeiras investigações não podem levar à condenação. "Você não pode condenar ninguém à priori. Todo mundo tem direito a se defender", disse.
Na avaliação do ministro, as denúncias envolvendo o irmão do presidente são baseadas em indícios. "Agora, a polícia, para ter ir ido à casa dele, fazer uma apreensão desse tipo, deve ter tido alguma informação, algum indício. Ele vai ter de se defender naturalmente", disse o ministro, ao final de uma reunião no Palácio do Planalto.
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