PF prende acusado de ser o chefe da máfia do jogo
da Folha Online
A Polícia Federal anunciou a prisão de mais duas pessoas supostamente envolvidas com a máfia dos caça-níqueis desarticulada ontem pela Operação Xeque-Mate. Nilton Cézar Servo e seu filho, Victor Servo, foram detidos na tarde desta terça-feira, por volta das 14h, em Uberlândia (MG). Com isso, sobe para 79 o número de presos na operação.
Cézar Servo --apontado como suposto chefe da máfia dos jogos-- é investigado pela PF por ser dono de máquinas de caça-níqueis em vários Estados.
Os dois vão ser levados para Superintendência da PF em Campo Grande (MS), onde ficarão presos e prestarão depoimentos.
Servo teria ligações com o irmão mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Genival Inácio da Silva, o Vavá, que foi indiciado pela PF por tráfico de influência no Executivo e exploração de prestígio no Judiciário.
Ontem, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Vavá, em São Bernardo do Campo (Grande SP), mas ele não foi preso.
Além de Vavá, Servo também seria ligado ao compadre de Lula, Dario Morelli Filho --preso ontem durante a Operação Xeque-Mate. Os dois seriam sócios em uma casa de jogos na Baixada Santista.
Rede de relacionamentos
Segundo reportagem da Folha desta terça-feira, a polícia também investiga um suposto pagamento a Vavá por Nilton Servo, candidato derrotado a deputado federal pelo PSB de Mato Grosso do Sul.
Segundo a PF, Servo era sócio de Dario Morelli Filho em uma casa de jogos na Baixada Santista. Compadre de Lula, Morelli também foi preso na Operação Xeque-Mate e indiciado por corrupção ativa e formação de quadrilha.
A Operação Xeque-Mate, deflagrada nos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Rondônia e Minas Gerais, prendeu na segunda-feira 77 acusados de envolvimento em crimes como contrabando de peças para máquinas caça-níqueis, corrupção e tráfico de drogas.
Lula disse em entrevista hoje de manhã em Nova Déli, capital da Índia, que não acreditava que Vavá tenha envolvimento com a suposta máfia investigada pela PF. "Não acredito mesmo", afirmou.
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