PF questiona Morelli sobre conversa com Lula
da Agência Folha, em Campo Grande
do enviado especial da Folha a Campo Grande
A Polícia Federal perguntou a Dario Morelli Filho, durante depoimento ontem na Polícia Federal, se ele telefonou nos últimos seis meses ao presidente Luiz Inácio de Lula da Silva. Morelli, preso na Operação Xeque-Mate, é compadre de Lula, que batizou o filho dele de oito anos.
Morelli respondeu que não telefona a Lula desde que ele assumiu a Presidência da República, mas que o visitou em São Bernardo do Campo (SP). A informação é do advogado Milton Fernando Talzi, que defende Morelli.
Talzi disse ter estranhado a pergunta da PF, porque durante o interrogatório não foi apresentada gravação de conversa entre Morelli e Lula. Os dois se conhecem, segundo Talzi, há 20 anos.
Com relação a Nilton Cezar Servo, acusado de ser um dos líderes da máfia dos caça-níqueis, Morelli teve "vários contatos", segundo o advogado.
O advogado disse que Servo e Morelli se conheceram em campanhas eleitorais. Servo, ainda conforme Talzi, freqüentava uma casa em Caraguatatuba (SP) que pertence a Morelli.
De acordo com o advogado, o compadre do presidente foi indiciado por contrabando e formação de quadrilha. A PF informa que também houve indiciamento por corrupção ativa. Talzi disse não ter conhecimento.
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