Advogado de Mônica Veloso diz ter sido ameaçado de morte por telefone
da Folha Online
O advogado Pedro Calmon Filho, que defende a jornalista Mônica Veloso, diz ter recebido uma ameaça de morte anônima por telefone na noite do último sábado. Mônica é pivô de um escândalo que atinge o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com quem tem uma filha. Ela disse à revista "Veja" que recebia dinheiro do lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior --quantia que serviria de pagamento para pensão e aluguel.
Segundo o advogado, a ligação anônima foi feita para seu telefone celular às 19h09 de sábado. "Registrei imediatamente um boletim de ocorrência na delegacia [de polícia] do Lago Sul de Brasília. Os policiais me atenderam prontamente e logo localizaram o orelhão, de onde foi feita a chamada."
Calmon afirmou, entretanto, que não foi possível descobrir ainda quem fez a ameaça. "O orelhão fica em frente uma padaria numa rua de grande circulação de Brasília. Não havia câmeras no local."
Segundo ele, o autor das ameaças era homem, tinha sotaque nordestino e "parecia, pela voz, ter entre 45 anos e 50 anos". 'Era um homem articulado, falava com calma e disse para eu manter a Mônica de boca calada. E disse que se ela voltasse a falar, tanto eu quanto ela iríamos aparecer com a boca cheia de formiga."
Calmon diz ter contratado uma empresa de segurança pessoal. Além disso, ele afirmou que marcou para hoje à tarde um encontro com a OAB-DF (Ordem dos Advogados de Brasília). "Não é possível que um advogado, no exercício de sua profissão, seja ameaçado de morte."
Ele afirmou que sua cliente --que deu uma entrevista para a 'Veja" contando que recebia os pagamentos de Gontijo em dinheiro vivo" saiu de Brasília. "Orientei ela a sair da cidade."
Para o advogado, o autor das ameaças sabia que Mônica tinha dado a entrevista para a revista. "Com certeza, é alguém que está acompanhando o caso."
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