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Brasil
14/06/2007 - 11h04

Lago nega envolvimento com máfia e defende instalação da CPI da Navalha

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Acusado de envolvimento com a máfia das obras, o governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), defendeu nesta quinta-feira a instalação da CPI da Navalha no Congresso e atacou a oposição a quem atribui as denúncias contra ele.

"Acho que seria uma forma [instalação da CPI] de ficar tudo claro sobre quem tem relações promíscuas e quem não tem", disse Lago.

O governador, no entanto, reiterou não ter nenhuma ligação com o esquema de fraudes em licitações para a realização de obras públicas, desmontado pela Operação Navalha, da Polícia Federal.

Lago é acusado de ter recebido propina da Gautama --empreiteira suspeita de liderar a suposta máfia-- por meio de seus sobrinhos. Dois deles, Alexandre de Maia Lago e Francisco de Paula Lima Júnior, foram presos pela Polícia Federal durante a operação.

Por meio de seus sobrinhos, o governador teria recebido R$ 240 mil para permitir o pagamento, pela Secretaria de Infra-Estrutura do Estado, de R$ 2,9 milhões de uma obra da Gautama.

"Eu estou sendo objeto de massacre da mídia, porque lá [no Maranhão] há um domínio há quarenta anos, que não me aceita", disse. "Eles [oposicionistas] estão atuando no TSE [Tribunal Superior Eleitoral] para me afastar do governo e relacionar esta questão da Gautama", reiterou Lago.

O governador afirmou que a Gautama foi levada para o Maranhão pela ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) em 2000. Segundo ele, os contratos visavam a construção de 24 pontes no Estado, mas agora foram suspensos.

Lago ainda demonstrou ignorar a possibilidade de o Ministério Público Federal denunciar seu nome e outros, envolvidos com a máfia. "É interessante como a imprensa sabe o que o Ministério Público vai fazer."

O governador esteve no acampamento do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), em Brasília, que promove ainda hoje uma marcha em protesto contra a lentidão dos Três Poderes no processo da reforma agrária. Ele visitou uma escola no acampamento acompanhado pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

Também participam do encontro de hoje a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) e o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).

 

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