27/03/2002
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07h38
O empresário e apresentador de TV Senor Abravanel, 71, mais conhecido como Silvio Santos, já mandou um recado para a cúpula de seu partido, o PFL. Ele aceita disputar a eleição para presidente da República desde que tenha o apoio da cúpula pefelista.
Essa informação foi recebida pelo presidente do PFL, senador licenciado Jorge Bornhausen (SC), na última quinta, depois que a Executiva se reuniu.
A condição apresentada por Silvio Santos é simples. Ele deseja que sua eventual candidatura seja endossada pelos três principais líderes públicos do PFL: Jorge Bornhausen, o vice-presidente da República, Marco Maciel, e o ex-senador Antonio Carlos Magalhães.
O empresário acha que só teria sucesso se a iniciativa fosse respaldada em peso pela direção pefelista. Ele teve uma tentativa frustrada de disputar o Palácio do Planalto, em 89, quando apenas uma parte do PFL o apoiava.
Para evitar imprevistos, o PFL já teve o cuidado de encomendar um estudo jurídico sobre a filiação partidária do empresário. Concluiu-se que ele está legalmente filiado desde março de 1993, conforme documentos em posse do Diretório Nacional.
Em uma pesquisa realizada pelo Datafolha em 3 e 4 de janeiro deste ano, Silvio Santos ficava em segundo lugar, com 16% das intenções de voto. No cenário pesquisado, ele competia com Lula (PT), Anthony Garotinho (PSB), Ciro Gomes (PPS), José Serra (PSDB) e Enéas (Prona). Essa pontuação inicial animou parte da bancada do PFL no Congresso.
A opção por Silvio Santos é considerada heterodoxa pela direção do PFL, por ele ser de fora do meio político. Os dirigentes do partido têm dúvidas sobre como seria o comportamento do empresário sob a pressão de uma campanha. Se for mesmo colocada em prática, essa alternativa deve ser viabilizada só em junho ou julho.
(FR)
Silvio Santos diz que aceita ser candidato a presidente pelo PFL
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da Folha de S.PauloO empresário e apresentador de TV Senor Abravanel, 71, mais conhecido como Silvio Santos, já mandou um recado para a cúpula de seu partido, o PFL. Ele aceita disputar a eleição para presidente da República desde que tenha o apoio da cúpula pefelista.
Essa informação foi recebida pelo presidente do PFL, senador licenciado Jorge Bornhausen (SC), na última quinta, depois que a Executiva se reuniu.
A condição apresentada por Silvio Santos é simples. Ele deseja que sua eventual candidatura seja endossada pelos três principais líderes públicos do PFL: Jorge Bornhausen, o vice-presidente da República, Marco Maciel, e o ex-senador Antonio Carlos Magalhães.
O empresário acha que só teria sucesso se a iniciativa fosse respaldada em peso pela direção pefelista. Ele teve uma tentativa frustrada de disputar o Palácio do Planalto, em 89, quando apenas uma parte do PFL o apoiava.
Para evitar imprevistos, o PFL já teve o cuidado de encomendar um estudo jurídico sobre a filiação partidária do empresário. Concluiu-se que ele está legalmente filiado desde março de 1993, conforme documentos em posse do Diretório Nacional.
Em uma pesquisa realizada pelo Datafolha em 3 e 4 de janeiro deste ano, Silvio Santos ficava em segundo lugar, com 16% das intenções de voto. No cenário pesquisado, ele competia com Lula (PT), Anthony Garotinho (PSB), Ciro Gomes (PPS), José Serra (PSDB) e Enéas (Prona). Essa pontuação inicial animou parte da bancada do PFL no Congresso.
A opção por Silvio Santos é considerada heterodoxa pela direção do PFL, por ele ser de fora do meio político. Os dirigentes do partido têm dúvidas sobre como seria o comportamento do empresário sob a pressão de uma campanha. Se for mesmo colocada em prática, essa alternativa deve ser viabilizada só em junho ou julho.
(FR)

