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Brasil
25/06/2007 - 14h51

Em meio a denúncias, Roriz limita acesso ao seu gabinete no Senado

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) limitou desde o final da manhã desta segunda-feira o acesso ao seu gabinete no Senado Federal. Segundo a polícia do Senado, assessores do senador pediram informalmente reforço na segurança esta manhã diante do intenso movimento de jornalistas em frente ao gabinete --embora Roriz ainda não tenha comparecido ao Senado nesta segunda-feira.

Um segurança foi deslocado para a frente do gabinete do senador com o objetivo de restringir o acesso de jornalistas e funcionários ao local. Depois dos questionamentos sobre o reforço na segurança, policiais do Senado afirmaram que o esquema será desfeito --uma vez que não houve pedido oficial para que um segurança fique de prontidão em frente ao gabinete.

A restrição de acesso nos corredores onde ficam localizados os gabinetes de senadores não é prática comum no Senado. Jornalistas credenciados, funcionários e pessoas identificadas na portaria têm a prerrogativa de circular livremente pelos corredores da Casa Legislativa --inclusive em frente ao gabinete do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), das lideranças partidárias e de outros órgãos de direção da Casa.

O plenário do Senado é um dos únicos locais onde é necessário ter autorização específica para a entrada. Ainda assim, nas galerias o acesso é permitido para quem já se identificou na portaria do Senado.

Denúncias

Roriz é alvo de denúncias de que teria negociado R$ 2,2 milhões de origem não conhecida. A conversa do senador foi captada em grampos telefônicos da Polícia Civil do Distrito Federal em meio às investigações da Operação Aquarela, que desmontou um esquema de desvios de recursos no BRB (Banco de Brasília).

Roriz ainda não se manifestou para se defender das denúncias. Assessores do senador não confirmaram se ele estuda realizar um pronunciamento na tribuna do Senado para apresentar sua versão sobre as acusações. O PSOL reúne amanhã sua bancada para decidir se ingressará com representação no Conselho de Ética da Casa contra o senador. A Corregedoria do Senado também deve abrir investigação para apurar as denúncias.

Conversas gravadas em 13 de março, com autorização judicial, registraram Roriz supostamente combinando partilha de dinheiro com Tarcísio Franklin de Moura, ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), preso pela polícia. As gravações foram realizadas pela Polícia Civil do DF, na Operação Aquarela, que resultou na prisão de 19 pessoas em Brasília e em São Paulo, inclusive Moura, por suspeita de desvio de R$ 50 milhões do BRB.

 

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