Pressionado, Sibá convoca reunião e pode oferecer publicamente relatoria
da Folha Online
Pressionado, o presidente do Conselho de Ética do Senado, Sibá Machado (PT-AC), convocou para esta quarta-feira uma reunião na tentativa de solucionar o impasse sobre a relatoria do processo contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Se até lá os líderes não tiverem resolvido o problema, Sibá pretende oferecer publicamente a relatoria a cada um dos integrantes do conselho.
Dois senadores já assumiram a relatoria do caso e abandonaram o cargo --Epitácio Cafeteira (PTB-MA) e Wellington Salgado (PMDB-MG).
Ontem, o senador José Agripino (RN), líder do DEM no Senado, ameaçou convocar uma reunião de líderes para decidir a questão. "Espero que sua excelência [Sibá] designe um relator novo, o que precisará fazer. Se não o fizer, tomarei a iniciativa de pedir uma reunião com os companheiros líderes da Casa para obrigar a que se escolha e se designe um relator", afirmou.
Diante da sugestão de Agripino, assessores de Sibá afirmaram que o presidente do Conselho de Ética disse estar de acordo com a reunião de líderes para discutir a escolha do novo relator.
Sibá quer entregar a relatoria do processo a partidos da base aliada, uma vez que Cafeteira é da base de sustentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso. O relator original está de licença médica do Senado, que terminaria nesta quarta-feira, mas deve permanecer afastado por mais alguns dias seguindo a determinação de seus médicos.
Recesso
O líder do DEM afirmou que o Senado não pode entrar em recesso em julho sem que o processo contra o presidente da Casa esteja solucionado.
"Esse é o pior dos mundos para a instituição a qual todos nós pertencemos, que é o Senado da República, que não pode pagar, na sua imagem, por uma circunstância, pelo julgamento do caso do nosso presidente Renan Calheiros."
Segundo o líder, Renan tem direito a oferecer novas provas contra as denúncias. Mas se a consistência das provas não for suficiente, Agripino disse que o Senado e o Conselho de Ética terão que decidir o futuro de Renan.
"Nós não podemos prolongar o calvário de ninguém. Nem do presidente Renan, nem do Senado da República. E nem podemos nos expor ao açoite da opinião pública", criticou.
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