Caso Vavá e crise aérea não afetam presidente Lula, diz pesquisa CNT/Sensus
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
A imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foi afetada pelos episódios da crise aérea nem pelo indiciamento de seu irmão mais velho, Genival Inácio da Silva, o Vavá, pela Polícia Federal. Para o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, a estabilidade da economia e os programas sociais estão sustentando a imagem positiva do presidente.
"A pesquisa revela um cenário positivo e estável para o presidente. A figura do presidente está isenta de alguns episódios. As âncoras são a estabilidade da economia e os programas sociais", disse Guedes.
A aprovação do presidente Lula atingiu 64% em junho, o segundo melhor resultado desde 2005. Na pesquisa anterior, realizada em abril, 63,7% disseram aprovar o presidente.
De acordo com a CNT/Sensus, 74,1% disseram acompanhar ou ouviram falar das denúncias contra o irmão mais velho do presidente Lula, Genival Inácio da Silva, o Vavá. Ele foi indiciado pela Polícia Federal sob suspeita de tráfico de influência e exploração de prestígio. No entanto, o Ministério Público Federal disse não ter encontrado elementos contra ele para oferecer denúncia à Justiça e encaminhou o caso para ser investigado para a Polícia Federal.
Dos que tiveram conhecimento das denúncias, 70,7% consideram negativo o indiciamento de Vavá. Outros 71,1% dos entrevistados afirmaram acreditar nas denúncias contra Vavá. Para 76,9%, o indiciamento de Vavá foi correto e adequado. No entanto, 67,1% responderam que o vazamento teve natureza política.
Crise aérea
De acordo com a pesquisa, 58,8% dos entrevistados disseram acreditar que o governo federal tem condições de controlar a crise do tráfego aéreo do país.
No entanto, o percentual de acompanhamento da crise diminuiu: 45,5%. Em abril, 54,9% disseram acompanhar o problema.
A pesquisa verificou que 67,2% dos entrevistados afirmaram não conhecer ninguém que tenha sido prejudicado pela crise aérea. Só 23,2% conhecem alguém atingido.
Em relação ao comando do tráfego aéreo, 43,8% defenderam que ele fique na mão de civis. Para 42,2%, o comando tem de ser militar, como é hoje.
A pesquisa ouviu 2.000 pessoas de 18 a 22 de junho em 136 municípios de 24 Estados. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
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