Brasil
26/06/2007 - 18h57

PMDB quer enterrar investigação contra Roriz e condena clima de "inquisição"

Publicidade

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), criticou hoje indiretamente a disposição do corregedor-geral da Casa, Romeu Tuma (DEM-SP), de investigar as denúncias contra o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF). "Não podem fazer do Senado um tribunal de inquisição", afirmou ele.

A pedido de Roriz, Raupp faz as intermediações entre o senador e o restante do PMDB, prestando esclarecimentos e fazendo sua defesa.

No que depender do PSOL o caso pode ser levado ao Conselho de Ética do Senado. O partido quer se unir ao PV, PPS e PDT para que juntos apresentem uma representação contra Roriz.

Escutas feitas pela polícia flagraram Roriz negociando a partilha de dinheiro com Tarcísio Franklin de Moura, ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), preso durante a Operação Aquarela.

A partilha seria feita no escritório de Nenê Constantino, presidente do Conselho de Administração da Gol. Neste mesmo dia, Constantino sacou R$ 2,2 milhões no BRB.

Por intermédio de sua assessoria, Tuma reiterou que pretende requisitar amanhã os documentos e gravações referentes ao caso Roriz. O pedido será feito ao Ministério Público Federal e à Polícia Civil do Distrito Federal.

Roriz, por meio de seus assessores, disse que fará um pronunciamento no plenário do Senado até sexta-feira. A idéia dele é apresentar documentos que afirma que comprovam que as denúncias são improcedentes.

Roriz e Nenê Constantino divulgaram notas oficiais em que se defendem das acusações e negam irregularidades.

Operação Aquarela

Na tarde desta terça-feira, promotores do Ministério Público do DF se reuniram para discutir detalhes sobre o material investigado durante a Operação Aquarela --que desbaratou um esquema de desvio de dinheiro do BRB.

A parte sobre a gestão de Roriz no governo do DF foi remetida em abril para o Ministério Público Federal e o próprio procurador-geral, Antonio Fernando de Souza, pretende conduzir as investigações. Não há prazo para as conclusões.

Em meio às denúncias, Roriz decidiu nem aparecer no gabinete no Senado. A Folha Online apurou que ele está em casa e conversando com aliados para definir quais serão seus próximos passos.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca