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Brasil
27/06/2007 - 10h48

Renan critica uso político do Conselho de Ética e diz que órgão "finge"

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quarta-feira que não adianta o Conselho de Ética da Casa fingir que está cumprindo seu papel e ainda criticou os partidos que fazem seu julgamento sem considerar os fatos, apenas a questão política.

"Não adianta o Conselho de Ética fingir que está cumprindo seu papel e não fazê-lo na plenitude, e ficar nesta zona cinzenta, que não é boa para a democracia, para o Senado, nem para mim e o Brasil", disse o peemedebista ao chegar em seu gabinete.

Renan é acusado de utilizar o lobista da Mendes Júnior, Cláudio Gontijo, para pagar aluguel e pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha.

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Renúncia de presidente do conselho pode adiar mais uma vez votação do caso Renan
Renúncia de presidente do conselho pode adiar mais uma vez votação do caso Renan

Ao ser questionado sobre o "fingimento" do conselho, o senador tentou explicar: "Não é fingir não. É tentar cumprir o papel e não cumprir. Na medida que um partido tenta formar posição a um julgamento que tem a ver com as provas, não é uma fato político, transforma isso em fato politico".

O peemedebista fez uma referência indireta à posição defendida pelo DEM para que ele se afaste da presidência do Senado durante as investigações, mas não citou o partido nem nomes de parlamentares.

Renan negou que o petista Sibá Machado (AC) tenha sido pressionado a renunciar ao cargo de presidente do Conselho de Ética da Casa. "Se questão política está contaminando, é o partido politico [que deve] tentar fechar a questão no Conselho de Ética. Isso nunca houve [pressão política] no conselho. O Conselho de Ética tem de julgar de acordo com as provas."

Votação

Com a renúncia de Sibá, a votação do relatório contra Renan pode ser adiada mais uma vez. Prevista para a tarde desta quarta-feira, a votação, agora, vai depender do vice-presidente do conselho, Adelmir Santana (DEM-DF), e dos líderes partidários, já que o processo contra o peemedebista também está sem um relator --dois senadores já assumiram a relatoria do caso e abandonaram o cargo: Epitácio Cafeteira (PTB-MA) e Wellington Salgado (PMDB-MG).

Santana, que estava em São Paulo, já embarcou para Brasília e deve chegar ainda pela manhã. O relatório de Cafeteira, afastado do cargo por motivos de saúde, sugere o arquivamento das denúncias contra Renan.

Sibá estava sendo pressionado por aliados de Renan e pelo Palácio do Planalto para abrir mão do cargo como estratégia para retardar as investigações sobre o presidente do Senado. Em comunicado enviado à Secretaria Geral da Mesa do Senado, ele afirmou ter desistido também da sua vaga de titular do conselho.

 

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