Para Geddel, ocupação não atrasa obras; ministério pede reintegração de área
TATHIANA BARBAR
da Folha Online
O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), afirmou nesta quarta-feira que a ocupação, por cerca de 1.200 trabalhadores, de uma área onde o Exército iniciou as obras de transposição do rio São Francisco, no km 29 da BR-428, em Cabrobó (PE), não prejudica as obras.
"A ocupação é tranqüila, não atrapalha em nada. Não vai atrasar as obras porque a manifestação é pacífica", disse.
No entanto, o objetivo do protesto, de acordo com o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), é impedir o avanço das obras, iniciadas no começo de junho. Além disso, os trabalhadores querem a retomada do território pelo povo indígena truká.
Segundo Geddel, o Ministério da Integração Nacional já pediu a reintegração de posse das terras. Ele acionou a AGU (Advocacia Geral da União) para que tome as medidas legais cabíveis para a reintegração da área ocupada.
O ministro disse ainda que está aberto ao diálogo para buscar soluções para os problemas que forem apresentados pelos movimentos sociais, em benefício da população da região residente nas proximidades do rio São Francisco, e que já enviou interlocutores ao local para conversar com os manifestantes.
"Estou pronto para dialogar, mas sem renunciar ao que diz a lei. A decisão política de fazer a obra é irreversível. A manifestação é natural, principalmente pelo tamanho de uma obra como essa. É natural na democracia ir contra às decisões do governo."
Geddel fez um balanço hoje, em São Paulo, de projetos e programas para a diretoria da Abdib (Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base), com foco no projeto de revitalização do rio São Francisco.
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