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Brasil
27/06/2007 - 15h10

Geddel defende que parlamentares sejam investigados pelo Judiciário

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TATHIANA BARBAR
da Folha Online

O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), defendeu nesta quarta-feira que os parlamentares acusados de corrupção sejam investigados e julgados pelo Judiciário e não mais pelo Congresso Nacional.

"Não dá mais para o Congresso investigar os parlamentares. Não é agradável julgar seus próprios pares. O Congresso perde tempo com medidas que podem ser tomadas pelo Judiciário. A partir dos episódios, defendo que estes assuntos sejam tratados pela Justiça."

No entanto, o ministro afirmou que, hoje, a impunidade no Brasil se deve à cultura, à legislação, e não ao Congresso.

Geddel fez o comentário ao ser questionado sobre as denúncias contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o senador Joaquim Roriz (PMDB- DF). Renan é acusado de utilizar o lobista da Mendes Júnior, Cláudio Gontijo, para pagar aluguel e pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha.

Já Roriz é alvo de denúncias investigadas pela Operação Aquarela, que desmontou um esquema de desvios de recursos no BRB (Banco de Brasília). Ele teria negociado R$ 2,2 milhões de origem não conhecida. Conversas gravadas em 13 de março, com autorização judicial, registraram o senador supostamente combinando partilha de dinheiro com Tarcísio Franklin de Moura, ex-presidente do BRB.

"Todos que são acusados têm o dever e a obrigação de prestar esclarecimentos. Se não convencerem, devem ser punidos", disse o ministro.

Geddel afirmou ainda que o PMDB é maior que as acusações contra membros da legenda. "O PMDB é maior que tudo isso. [As denúncias] não contaminam e nem constrangem o partido. O próprio presidente Lula foi reeleito após denúncias contra o PT."

Sobre o possível afastamento de Renan da presidência do Senado, o ministro afirmou que a decisão é de foro íntimo do senador. "A decisão é de foro íntimo, nada o obriga a deixar a presidência."

Geddel fez um balanço hoje, em São Paulo, de projetos e programas para a diretoria da Abdib (Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base), com foco no projeto de revitalização do rio São Francisco.

 

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